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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se manifestou neste sábado (22) sobre a prisão preventiva de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Em diversas declarações, o parlamentar afirmou que a decisão do ministro “criminaliza o livre exercício da crença” e também o “direito sagrado constitucional de reunião”.
Flávio citou o vídeo publicado por ele na véspera, no qual convoca apoiadores para uma vigília em frente ao condomínio do ex-presidente, argumento central da decisão do STF. “O que ele [ministro] está dizendo nessa sentença é que eu não posso orar pelo meu pai, que não posso orar pelo meu país”, disse o senador.
Ele reforçou a crítica à atuação do ministro:
“O que o Alexandre de Moraes fez hoje foi criminalizar o direito sagrado e constitucional de reunião. O direito sagrado e constitucional do livre exercício da minha crença. O que ele está dizendo, escrito aqui na sentença, é que eu não posso orar pelo meu pai. Eu não posso orar pelo meu pai. Eu não posso pedir ao padre para rezar um Pai-Nosso em cima de um carro de som.”
Flávio ainda acusou Moraes de usar “mais uma vez um filho” do ex-presidente como justificativa para a prisão e questionou a forma como o caso está sendo conduzido:
“Se o Bolsonaro quisesse fugir, ele nem voltava para o Brasil. Esse processo de forjamento, esse jogo de cartas marcadas, combinado, que aconteceu. Numa Turma [do STF], todo mundo sabe o que é isso. As provas dos autos falam a verdade.”
O senador também expressou preocupação com a saúde do pai e responsabilizou o ministro por qualquer eventual dano:
“Se acontecer alguma coisa com o meu pai, a culpa é sua. Se o meu pai morrer lá dentro, a culpa é sua. Como já aconteceu com o Clezão: pediu várias vezes para fazer tratamento médico, você devia estar achando que era uma desculpa para sair do presídio, e ele morreu dentro da cadeia. Até que ponto sobrepõe o poder do Estado por causa da sua falta de ação? É isso que você quer fazer — deixar meu pai morrer? Você quer matar o Bolsonaro, Alexandre de Moraes?”
Na decisão, Moraes destacou o risco que a vigília poderia causar, lembrando episódios de acampamentos em quartéis e apontando a possibilidade de uma tentativa de fuga do ex-presidente. Segundo o ministro, Bolsonaro teria tentado romper a tornozeleira eletrônica às 0h08.
Flávio Bolsonaro encerrou sua declaração pedindo apoio religioso e reforçando sua posição sobre o que considera injustiça:
“Quero pedir a todos que continuem com as orações. Quero pedir a todos os pastores e padres que, neste domingo em suas igrejas, falem sobre esse assunto, falem da forma que Deus tocar o coração de vocês. O Brasil está atravessando um momento muito grave sim, um total desgaste da democracia, de total desrespeito à Constituição, às garantias individuais. Não precisa provar mais nada para botar uma pessoa inocente na cadeia.”
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