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A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), minimizou nesta quarta-feira (28) as reuniões do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, alvo de investigação que resultou no maior rombo bancário da história do país. Segundo Gleisi, o presidente “recebe muita gente, já recebeu outros donos de banco, já recebeu outras pessoas do mercado financeiro”. Dados do GSI mostram que Vorcaro esteve no Palácio do Planalto pelo menos quatro vezes entre 2023 e 2024.
Um dos encontros, ocorrido em 4 de dezembro de 2024, não foi registrado oficialmente na agenda. Na ocasião, Vorcaro questionou diretamente Lula sobre a possibilidade de vender o Banco Master para o BTG Pactual. O então presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participou da reunião.
A ministra também abordou a consultoria prestada pelo ex-ministro Ricardo Lewandowski ao Banco Master em 2023, após sua aposentadoria do Supremo Tribunal Federal (STF) e antes de assumir o Ministério da Justiça e da Segurança Pública. Gleisi afirmou que o serviço de consultoria não interferiu nas funções do ministro nem afetou a fiscalização do governo. “O ministro informou que ia cumprir a lei e desvencilhar-se de todos os contratos, o que fez. Não há problema, irregularidade nenhuma, crime nenhum em ele ter contratos de consultoria”, declarou.
De acordo com informações divulgadas pelo portal Metrópoles, o escritório de advocacia de Lewandowski recebeu R$ 5 milhões do Banco Master pela consultoria jurídica, e o contrato se manteve mesmo após ele assumir o cargo de ministro em fevereiro de 2024.
Gleisi enfatizou que o governo federal não teve qualquer envolvimento inadequado com o Banco Master. “Foi no nosso governo que o presidente do Master foi preso, foi no nosso governo que foi feita a liquidação do Master”, afirmou, destacando que a atuação do Banco Central e da Polícia Federal comprova a independência das instituições.
Sobre a possibilidade de criação de uma comissão para investigar o Banco Master, como defendem congressistas da oposição, Gleisi afirmou que a iniciativa é “uma prerrogativa do Congresso” e reforçou que toda a apuração já foi conduzida pelas instituições competentes.
“A oposição tenta relacionar o governo ao caso do Banco Master, mas as coisas não têm relação. O governo tem mostrado que está empenhado em apurar responsabilidades e punir os responsáveis”, concluiu a ministra, defendendo a atuação do Banco Central e da Polícia Federal sob a gestão de Lewandowski e Galípolo.