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A Confederação Brasileira de Futebol avalia mudanças no formato de disputa do Campeonato Brasileiro da Série A, incluindo a possível redução do número de clubes rebaixados. O tema foi sinalizado durante o Congresso Técnico da Série B de 2026, realizado nesta quinta-feira (5), quando dirigentes da entidade indicaram que a proposta será debatida nos próximos meses.
A principal ideia em análise é diminuir de quatro para três o total de clubes rebaixados da elite do futebol nacional. O modelo atual está em vigor desde 2004, ano em que, pela primeira vez, quatro equipes caíram de divisão. A discussão ganhou força após demanda apresentada por clubes que atualmente disputam a Série A.
Caso a mudança avance, o número de acessos da Série B também seria reduzido para três equipes, promovendo um alinhamento maior com formatos adotados no futebol europeu. A adaptação ao modelo internacional já começou a ser percebida com a introdução de playoffs na Série B a partir desta temporada.
Dirigentes da CBF informaram que será criado um grupo de estudo para aprofundar o debate e avaliar os impactos esportivos e comerciais da possível alteração. O assunto já vinha sendo levantado por presidentes de clubes da Série A nos últimos anos e chegou a ser discutido em reuniões realizadas em março do ano passado.
Samir Xaud, eleito presidente da CBF em maio, e membros da atual diretoria afirmaram que a entidade pretende tratar o tema de forma prioritária. Apesar disso, ainda não há datas definidas para novas reuniões nem previsão para a implementação de eventuais mudanças.
O Campeonato Brasileiro passou a adotar o sistema de pontos corridos em 2003, quando apenas dois clubes eram rebaixados. Já o formato com quatro quedas foi estabelecido em 2004, enquanto a Série A passou a contar com 20 clubes a partir de 2006, configuração mantida até hoje.
Além do debate sobre o rebaixamento, dirigentes também discutem o limite de estrangeiros por partida. Atualmente, até nove atletas de fora do país podem ser relacionados por equipe, número considerado elevado por setores do futebol brasileiro, que avaliam impacto negativo na formação e no espaço para jovens jogadores nacionais.