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Quem olhasse para o grupo fantasiado de “Caça-Fantasmas” no megabloco da Rua da Consolação, neste domingo (8), dificilmente diria que, sob os macacões e mochilas de prótons, estavam agentes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A estratégia lúdica faz parte da Operação Carnaval, que já retirou 20 criminosos das ruas desde o início do pré-carnaval.
Neste domingo, a “caça” foi produtiva. Os policiais prenderam uma mulher que atuava como a “guardiã” do bando: ela foi flagrada com 12 celulares furtados escondidos. Enquanto seus comparsas faziam os furtos no meio da multidão que acompanhava o DJ Calvin Harris, ela recebia e escondia os aparelhos.
Pouco depois, na mesma região, os agentes prenderam um rapaz com dois celulares e uma corrente de ouro, além de outro casal detido com mais oito aparelhos. Todos os detidos foram levados ao DHPP e permanecem à disposição da Justiça.
De Extraterrestres a Ambulantes: O disfarce como arma
A criatividade da Polícia Civil tem sido o diferencial da operação deste ano. No sábado (7), no Parque Ibirapuera, os agentes deixaram os fantasmas de lado e se fantasiaram de extraterrestres. O resultado da “invasão alienígena” policial foi a prisão de quatro homens — três por venda de bebidas clandestinas e um por furto de celulares.
O balanço da Operação Carnaval até agora é robusto:
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20 prisões no total desde o último fim de semana.
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Desmantelamento de quadrilha: No dia 31, na Barra Funda, 12 suspeitos de um esquema de troca de cartões bancários foram presos por policiais disfarçados.
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Recuperação de bens: Dezenas de celulares e correntes de ouro foram apreendidos e passarão por identificação para devolução às vítimas.
Tecnologia e Inteligência
Segundo a Polícia Civil, o objetivo de usar fantasias como as de “Caça-Fantasmas” e “ETs” é permitir que os agentes circulem livremente sem levantar suspeitas, identificando o modus operandi dos criminosos, como a troca de cartões em vendas de ambulantes não credenciados e o repasse rápido de aparelhos furtados.
Os celulares apreendidos agora seguem para a delegacia para que os proprietários sejam localizados. A polícia recomenda que as vítimas de furto registrem o Boletim de Ocorrência com o número do IMEI do aparelho para facilitar a devolução.