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Exercitar-se, fazer o trajeto para o trabalho ou até mesmo dormir em vez de assistir televisão pode reduzir significativamente o risco de depressão na meia-idade, sugerem pesquisas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 280 milhões de pessoas sofrem de depressão. A doença mental custa à Inglaterra cerca de £300 bilhões por ano, quase o dobro do orçamento do NHS.
Pesquisadores afirmam que substituir apenas uma hora de TV por outras atividades, como esportes, lazer, deslocamento ativo ou sono, pode diminuir o risco de desenvolver depressão maior. Substituir apenas meia hora assistindo TV por esportes reduziu o risco em 18%, enquanto, em adultos mais velhos, essa troca simples reduziu o risco em quase 30%. Uma redução semelhante foi observada quando uma hora de TV foi substituída por sono.
Publicando suas descobertas na revista European Psychiatry, os pesquisadores destacaram: “Essas descobertas apoiam a promoção de atividades físicas diversas nesse grupo etário. Reduzir o tempo de TV pode ser uma estratégia de saúde pública particularmente eficaz para adultos de meia-idade e idosos.” Eles acrescentaram que, embora nenhum efeito significativo tenha sido encontrado em jovens adultos, encorajar um estilo de vida ativo continua sendo importante, já que a atividade física precoce prevê comportamento futuro.
Especialistas alertam há anos que estilos de vida sedentários podem aumentar o risco de uma série de problemas graves de saúde, incluindo obesidade, diabetes tipo 2, câncer e até morte prematura. A equipe da Universidade de Groningen aponta que não se trata apenas do tempo gasto em atividades passivas; atividades mentalmente passivas, como assistir TV, podem aumentar o risco de depressão, possivelmente devido a disfunção dopaminérgica, maior consumo de alimentos não saudáveis e isolamento social. Uma revisão recente descobriu que cada hora extra de TV estava associada a um aumento de 5% no risco de depressão. “Assim, direcionar o hábito de assistir TV, em vez do tempo total sedentário, pode oferecer uma base mais específica e eficaz para intervenções”, concluiu a equipe.
Os pesquisadores chegaram a essas conclusões após analisar dados de 65.454 adultos holandeses inscritos no estudo Lifelines. Participantes sem depressão no início do estudo foram acompanhados por quatro anos, registrando o tempo gasto em deslocamento ativo, exercícios de lazer, esportes, tarefas domésticas, atividade física no trabalho ou escola, assistindo TV e dormindo. Os diagnósticos de depressão maior foram realizados com base na Mini International Neuropsychiatric Interview, sendo definidos quando pelo menos um sintoma principal e um total de cinco sintomas estavam presentes nas últimas duas semanas.
Os resultados mostraram que, para adultos de meia-idade, realocar apenas uma hora assistindo TV para outras atividades diminuiu a probabilidade de depressão maior em 20%. Aumentar a substituição para 90 minutos reduziu o risco em 29%, e duas horas em vez de assistir TV reduziram o risco em 43%. Todas as realocações de tempo de TV para atividades específicas foram associadas à redução do risco, exceto meia hora realocada para tarefas domésticas. Quando o tempo foi realocado para esportes, o risco caiu 18%, enquanto o deslocamento ativo reduziu o risco em 8%.