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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou neste domingo que as forças norte-americanas responderão com “uma força nunca antes vista” caso o regime iraniano promova novas retaliações após os ataques atribuídos a Washington e Tel Aviv que teriam provocado a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei.
Segundo a televisão estatal iraniana, Khamenei morreu após uma intensa campanha de bombardeios conduzida pelos Estados Unidos e por Israel, em meio a uma mobilização militar no Oriente Médio comparada à registrada durante a invasão do Iraque, em 2003. A informação elevou ainda mais a tensão na região.
Em resposta, a Guarda Revolucionária Islâmica prometeu vingança e anunciou um castigo “duro e decisivo”. O grupo declarou que “a operação ofensiva mais feroz da história das forças armadas da República Islâmica do Irã começará a qualquer momento”.
Diante das ameaças, Trump publicou uma mensagem direcionada às autoridades iranianas. “O Irã acaba de declarar que vai atacar muito forte, mais forte do que nunca. Mas é melhor que não façam isso, porque, se fizerem, atacaremos com uma força nunca antes vista”, escreveu o presidente.
Desde os bombardeios, o Irã lançou ataques de retaliação em diferentes pontos do Golfo Pérsico, incluindo áreas próximas a bases militares norte-americanas e a capital dos Emirados Árabes Unidos, Abu Dhabi. Explosões também foram registradas em Manama, no Bahrein, em Doha, no Catar, e na cidade de Dubai.
Autoridades iranianas informaram que mísseis e drones foram disparados contra aeroportos, bases militares e regiões residenciais nos Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar e Kuwait. Um relatório oficial apontou ao menos uma morte e sete feridos em um incidente no aeroporto de Abu Dhabi. No sábado, dois mortos já haviam sido confirmados nos Emirados, além de colunas de fumaça sobre a região de Palm Jumeirah, em Dubai.
Trump afirmou que os bombardeios dos Estados Unidos continuarão “enquanto for necessário” e declarou que a morte do líder supremo representaria, para os iranianos, “a maior oportunidade” de assumir o controle do país. Em publicação na rede Truth Social, ele prometeu “aniquilar” a marinha iraniana e destruir completamente a indústria de mísseis do país.
“Vamos destruir seus mísseis e arrasar sua indústria de mísseis por completo. Será totalmente aniquilada. Vamos destruir sua marinha”, afirmou. O presidente também se dirigiu à população iraniana, dizendo que “a hora da liberdade está próxima”, mas alertando para que permaneçam em casa devido ao risco de novos bombardeios.
Paralelamente, o regime iraniano suspendeu serviços de internet e telefonia em nível nacional e fechou “de fato” o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte marítimo global de petróleo e mercadorias. A medida aumentou o temor de impactos econômicos internacionais.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que o país se vingará dos Estados Unidos e de Israel. “Eles ultrapassaram nossa linha vermelha. Vamos desferir golpes tão terríveis que implorarão por clemência”, declarou, segundo a agência estatal IRNA.
O cenário permanece de extrema tensão, com a comunidade internacional acompanhando o risco de uma escalada militar de grandes proporções no Oriente Médio.