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O dólar encerrou a terça-feira (3) em R$ 5,26, após atingir máxima de R$ 5,3444 no início da tarde, impulsionado pelo agravamento do conflito entre Estados Unidos e Irã. A alta de 1,91% na cotação à vista foi a maior registrada em um único dia desde dezembro do ano passado, refletindo o temor de investidores diante da escalada militar no Oriente Médio.
O aumento do dólar ocorre em meio à forte valorização do petróleo, com o barril Brent subindo 4,71%, cotado a US$ 81,40, e ao movimento global de fuga de investidores de ativos mais arriscados, como ações e títulos de países emergentes. O conflito tem gerado preocupação com impacto na inflação e na economia mundial.
Na terça-feira, o Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz e ameaçou atacar qualquer navio que tente atravessar a rota estratégica. O presidente americano, Donald Trump, declarou que é “tarde demais” para negociações e indicou que uma nova onda de ataques contra o país ocorrerá em breve. Israel e Irã continuaram a trocar bombardeios, elevando o número de mortos no Irã para 787.
No mercado brasileiro, o dólar futuro para abril subiu 1,67%, para R$ 5,3035, enquanto a bolsa de valores registrou mínimas do dia durante a máxima da moeda norte-americana.
O efeito da guerra também foi sentido nas bolsas globais. Em Londres, o índice FTSE 100 caiu 2,75%; em Frankfurt, o DAX recuou 3,44%; e em Paris, o CAC-40 teve queda de 3,46%. Na Ásia, destaque para a queda do Kospi na Coreia do Sul, de 7,24%, e do Nikkei, no Japão, de 3,1%. A única exceção foi Cingapura, com alta de 0,53% no índice Straits Times.