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Um novo estudo realizado pela Mayo Clinic revela que uma proteína associada ao Parkinson pode acelerar a progressão do Alzheimer em mulheres. A pesquisa, publicada na *JAMA Network Open*, aponta que a proteína alpha-sinucleína, já conhecida por sua relação com a doença de Parkinson, também aparece em níveis anormais em pessoas com Alzheimer.
Os cientistas analisaram dados de 415 participantes do *Alzheimer’s Disease Neuroimaging Initiative*, abrangendo adultos com cognição normal até aqueles com comprometimento cognitivo leve ou demência. Através de testes de fluido cerebrospinal e exames cerebrais, mediram os níveis de alpha-sinucleína e tau, uma proteína associada ao Alzheimer.
Os resultados indicaram que, embora mais homens testassem positivo para a proteína mal dobrada, as mulheres mostraram um acúmulo de proteína tau em um ritmo muito mais acelerado. De fato, o estudo revelou que em mulheres, a presença de alpha-sinucleína pode acelerar o acúmulo de tau em até 20 vezes mais do que em homens com os mesmos níveis anormais de proteína.
Este achado pode ajudar a explicar porque mulheres representam quase dois terços dos casos de Alzheimer nos Estados Unidos. De acordo com Elijah Mak, PhD, o primeiro autor do estudo, as descobertas “sugerem que o sexo biológico deve ser considerado de forma importante na interpretação dos achados em pesquisas sobre demência”.
Especialistas como Christina Ni, MD, e Daniel Truong, MD, concordam que o estudo ressignifica como o Alzheimer é percebido em mulheres e pode, no futuro, influenciar as estratégias de tratamento, sugerindo que diferenças biológicas entre os sexos devem ser consideradas.
Assim, enquanto tratamentos diferentes para homens e mulheres ainda não são realidade, essa pesquisa abre caminho para avanços importantes na compreensão e tratamento do Alzheimer, levando em consideração as particularidades biológicas de cada sexo.