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O dólar encerrou o pregão desta quarta-feira (11) com leve valorização frente ao real, enquanto o mercado financeiro acompanhava com cautela a escalada das tensões no Oriente Médio e seus possíveis impactos na economia global. A moeda americana terminou o dia cotada a R$ 5,1587, com alta de 0,04%.
Já o principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, registrou avanço de 0,28%, fechando aos 183.969 pontos.
No cenário internacional, a movimentação dos mercados foi influenciada principalmente pela alta nos preços do petróleo. A commodity voltou a subir diante das preocupações com a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, região por onde passa cerca de 20% do comércio mundial de petróleo.
As tensões aumentaram após um projétil não identificado atingir um navio porta-contêineres de bandeira japonesa. O episódio marcou o 13º ataque registrado contra embarcações nas proximidades do canal, ampliando as preocupações sobre possíveis interrupções no transporte da commodity.
Diante do risco de redução na oferta global, mais de 30 países concordaram em liberar cerca de 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas emergenciais. A medida representa a maior liberação de estoques já realizada por membros da Agência Internacional de Energia.
Mesmo assim, os preços continuaram pressionados. Por volta das 17h, o barril do Brent, referência internacional, avançava cerca de 5%, negociado a US$ 92,19 nos contratos para abril. O petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, também subia 5%, para US$ 87,62 por barril.
No noticiário corporativo, o destaque ficou para a Raízen, que protocolou pedido de recuperação extrajudicial enquanto negocia com credores para reorganizar suas dívidas e fortalecer o caixa. A medida ocorre um dia após o Grupo Pão de Açúcar anunciar processo semelhante.
No campo dos indicadores econômicos, investidores também acompanharam novos dados de inflação nos Estados Unidos. O índice de preços ao consumidor mostrou alta de 0,3% em fevereiro, após avanço de 0,2% em janeiro. No acumulado de 12 meses, a inflação ficou em 2,4%, dentro das projeções do mercado.
No Brasil, a agenda política também repercutiu nos mercados após uma pesquisa da Genial/Quaest indicar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro aparecem empatados numericamente em um eventual segundo turno das eleições presidenciais de 2026.