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A deputada federal Erika Hilton foi derrotada em uma ação penal na Justiça Federal nesta quinta-feira (12). A parlamentar atuava como assistente de acusação em um processo contra uma estudante de veterinária da Paraíba denunciada pelo Ministério Público Federal (MPF) por suposta transfobia. A informação foi divulgada pelo portal Metrópoles nesta sexta-feira (13).
O caso envolve publicações feitas pela estudante Isadora Borges em 2020 na rede social Twitter. Em uma das postagens citadas no processo, ela afirmou que “mulheres trans não são mulheres”.
Ao portal, Isadora disse ter ficado aliviada com o desfecho do processo. “Foi um momento muito estressante da minha vida, que nunca vou esquecer”, declarou.
Em outra publicação mencionada na ação, a estudante escreveu: “A gente fala que mulheres trans não são mulheres (porque obviamente nasceram do sexo masculino) e os transativistas falam que feministas radicais não são gente, não são seres humanos. Imagina acreditar em um feminismo que desumaniza mulheres?”
O processo também cita o compartilhamento de um vídeo da professora emérita da Universidade de Sydney, Bronwyn Winter, no qual ela comenta sobre a filósofa Simone de Beauvoir. No vídeo, Winter afirma: “Uma pessoa que se identifica como transgênero mantém seu DNA de nascimento. Nenhuma cirurgia, hormônio sintético ou troca de roupa vai mudar esse fato.”
Paralelamente, nesta semana, Erika Hilton solicitou ao MPF a abertura de investigação contra o apresentador Carlos Roberto Massa, conhecido como Ratinho, por suposta transfobia. O pedido foi motivado por comentários feitos por ele após a eleição da deputada para presidir a Comissão da Mulher da Câmara dos Deputados.
Durante seu programa no SBT, Ratinho questionou a escolha. “Ela não é mulher, ela é trans”, afirmou em determinado momento. Em seguida, acrescentou: “Teve uma votação hoje, e deram a Comissão da Mulher para uma mulher trans. Eu não achei muito justo, não. Tem tanta mulher, por que vai dar para uma mulher trans?”.