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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) precisou ser internado na manhã de sexta-feira (13/3) após complicações respiratórias causadas por uma pneumonia aspirativa considerada grave pelos médicos. Em nova aparição nas redes sociais na manhã deste sábado (14/3), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que o pai “escapou por pouco” da morte.
Segundo o senador, o quadro do ex-presidente exigiu atenção imediata. “Ontem, no final do dia, conversei com o médico do meu pai, Dr. Leandro Echenique, e ele me disse: ‘Flávio, mais uma vez, teu pai escapou por pouco. Se ele ficasse mais uma ou duas horas lá no 19º Batalhão e não fosse levado ao hospital, ele teria grandes chances de se complicar’”, relatou Flávio.
O senador também relembrou o episódio de janeiro, quando Bolsonaro sofreu um acidente em sua cela, e criticou o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, por autorizar a ida do ex-presidente ao hospital apenas 24 horas depois. “Se tivesse acontecido isso de novo agora, a chance era de que ele tivesse uma infecção generalizada e, em casos como esse, uma a cada duas pessoas sobrevive”, disse Flávio.
Durante a última sexta-feira, Flávio também agradeceu às pessoas que participaram de um jejum e fizeram orações pela recuperação do ex-presidente. “Acredito que esteja tudo bem, agora ele está sob monitoramento constante. Deve ficar uns bons dias internado, porque foi grave. Foi a vez que mais encheu os pulmões dele com líquido”, concluiu.
Em entrevista coletiva, os médicos do ex-presidente classificaram o quadro como “muito grave e incomum”. O pneumologista Claudio Birolini alertou para o risco de um evento potencialmente mortal. “Uma pneumonia aspirativa pode evoluir para insuficiência respiratória e, se você não intervir, o paciente pode morrer. No momento, a situação é estável, mas o risco existe”, afirmou.
Segundo os médicos, o tratamento será prolongado e diferenciado, não se comparando a uma pneumonia comum, em que o paciente recebe antibiótico e pode ir para casa. “Vai ser um tratamento mais prolongado, diferente de uma pneumonia comum”, reforçou Birolini.