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O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) realizou, na manhã desta quinta-feira (27), a Operação Fisco Paralelo, que investiga um esquema de corrupção ligado à manipulação de créditos de ICMS no estado.
A ação, conduzida pelo Grupo Especial de Repressão a Delitos Econômicos (Gedec), cumpriu 22 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Campinas, Vinhedo e São José dos Campos. Entre os locais vistoriados estão um condomínio de alto padrão em Tamboré e imóveis no bairro de Moema, na capital paulista.
Segundo o Ministério Público, a investigação aponta a existência de um esquema estruturado de corrupção para manipular créditos acumulados de ICMS — um tipo de benefício fiscal usado por empresas.
De acordo com as apurações, 16 dos investigados são ligados à Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, além de uma executiva de uma grande empresa. Há suspeitas de pagamento de vantagens indevidas e prática de lavagem de dinheiro.
As diligências foram realizadas em endereços vinculados a servidores de diferentes setores da pasta, incluindo delegacias tributárias e a área de fiscalização.
Durante a operação, agentes encontraram grande quantidade de dinheiro em espécie e relógios de luxo avaliados em mais de R$ 1 milhão nas residências dos investigados.
O material apreendido será analisado e pode ajudar a esclarecer a origem dos recursos e a dimensão do esquema.
A Operação Fisco Paralelo é um desdobramento da Operação Ícaro, realizada anteriormente para apurar desvios de créditos fiscais em casos envolvendo empresas do varejo.
Segundo o MP, novas informações obtidas ao longo das investigações indicaram a existência de outras irregularidades dentro da Secretaria da Fazenda, o que motivou a nova fase da apuração.
O Ministério Público informou que as investigações continuam para identificar todos os envolvidos e o funcionamento detalhado do esquema. Os suspeitos poderão responder por crimes como corrupção e lavagem de dinheiro.
Até o momento, não há informações sobre prisões.