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Os Estados Unidos reforçaram sua presença militar no Oriente Médio com o envio do navio de assalto anfíbio USS Tripoli, acompanhado por cerca de 3.500 militares. A informação foi confirmada neste sábado (28) pelo Comando Central dos Estados Unidos, em meio ao aumento das tensões na guerra contra o regime do Irã.
Segundo o CENTCOM, a embarcação chegou à região sob sua responsabilidade no dia 27 de março, embora o local exato não tenha sido divulgado. O USS Tripoli atua como navio-chefe de um grupo anfíbio e de uma unidade expedicionária, ampliando a capacidade operacional, logística e de resposta rápida dos EUA diante de uma possível escalada do conflito.
O reforço militar ocorre após um mês de confrontos, iniciados em 28 de fevereiro de 2026, que já deixaram 13 soldados americanos mortos e cerca de 300 feridos, segundo autoridades dos Estados Unidos. A intensificação dos ataques e o risco de ampliação das operações no estratégico Estreito de Ormuz aumentaram a necessidade de mobilização da Marinha dos Estados Unidos.
Autoridades iranianas elevaram o tom. O porta-voz Ebrahim Zolfagari afirmou que a guerra “será um desastre militar para os Estados Unidos”. Já a Guarda Revolucionária do Irã disse ter realizado ataques com mísseis e drones contra supostas posições americanas em Dubai.
O CENTCOM, no entanto, negou as alegações: “Nenhum pessoal dos EUA sofreu ataques em Dubai; o regime iraniano está fabricando mentiras nas redes sociais para esconder a realidade de que suas capacidades militares estão inegavelmente degradadas”.
Em outro episódio recente, um ataque a uma base aérea na Arábia Saudita deixou ao menos 12 militares americanos feridos, sendo dois em estado grave.
Enquanto isso, o porta-aviões USS Gerald Ford, considerado o maior do mundo, chegou ao porto de Split para manutenção após quase nove meses de operações. A parada foi necessária após um incêndio ocorrido em 12 de março, que deixou dois tripulantes feridos e afetou parte das instalações da embarcação.
O navio, ao lado do USS Abraham Lincoln, participou de ações conjuntas com Israel contra posições iranianas e também atuou em operações antidrogas no Caribe. Sua manutenção reduz temporariamente a presença naval americana na região.
No campo político, o presidente Donald Trump mantém pressão sobre o Irã, ao mesmo tempo em que tenta avançar em negociações indiretas com mediação do Paquistão. O prazo para que Teerã libere o Estreito de Ormuz foi prorrogado até 6 de abril, com a ameaça de novos ataques a infraestruturas energéticas caso não haja acordo.
A escalada do conflito já impacta a política interna dos Estados Unidos, com aumento no preço dos combustíveis e debates sobre o envolvimento militar no exterior, além de gerar tensões com aliados da OTAN.
