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A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (30) que ele não tinha “ciência prévia” de uma gravação feita por terceiros durante um evento no exterior. A manifestação foi enviada ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, em resposta à intimação que cobra esclarecimentos sobre o caso.
“Inicialmente, esclarece-se que o conhecimento do fato mencionado somente ocorreu por ocasião da intimação do r. despacho, não havendo ciência prévia da gravação realizada por terceiro durante evento ocorrido no exterior, tampouco de sua posterior divulgação em rede social”, escreveu a defesa.
De acordo com os advogados, Bolsonaro não participou do evento citado e o conteúdo divulgado corresponde à manifestação de terceiros. O ex-presidente também reiterou que não teve contato prévio com o material.
Na manhã desta segunda-feira, Moraes concedeu prazo de 24 horas para que Bolsonaro informasse se assistiu ao vídeo mencionado pelo deputado licenciado Eduardo Bolsonaro durante a CPAC, realizada entre 25 e 28 de março, nos Estados Unidos.
“Vocês sabem por que eu estou fazendo esse vídeo? Porque eu estou mostrando para o meu pai e eu vou provar para todo mundo no Brasil que você não pode calar um movimento de forma injusta, tirando o seu líder, Jair Messias Bolsonaro. Muito obrigado”, afirmou Eduardo na ocasião.
A defesa do ex-presidente também declarou que o conteúdo citado “corresponde à manifestação verbal de terceiro” em evento do qual Bolsonaro não participou.
Em decisão proferida nesta segunda-feira (30.mar.2026), Moraes reafirmou que Bolsonaro está proibido de utilizar redes sociais, seja diretamente ou por meio de terceiros. O ministro determinou ainda que a defesa esclareça se o vídeo foi repassado ao ex-presidente de forma indevida e reforçou a proibição de comunicação com o exterior.
No sábado (28.mar), Moraes já havia ampliado as restrições, proibindo o sobrevoo de drones nas proximidades da residência do ex-presidente e limitando o acesso de familiares que não residem no local durante o cumprimento da prisão domiciliar.
As visitas de advogados, incluindo o senador Flávio Bolsonaro, deverão ocorrer apenas em dias úteis, com duração máxima de 30 minutos e mediante agendamento prévio.
“A substituição do local de cumprimento da pena não se confunde com a progressão para um regime mais brando”, escreveu Moraes na decisão.