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Alertas recentes sobre supostos riscos de passar perfume no pescoço têm gerado preocupação entre usuários. A dúvida: a aplicação na região próxima à tireoide poderia afetar a glândula ou o sistema hormonal?
Especialistas em dermatologia e endocrinologia afirmam que não há evidência científica de perigo direto para a tireoide.
O que dizem os especialistas
A endocrinologista Kathleen Wyne, do Wexner Medical Center da Universidade Estadual de Ohio, explica:
“Os componentes do perfume vão ser absorvidos na corrente sanguínea antes de chegar à tireoide. Entre a pele, a gordura, a fáscia e o músculo, seria muito difícil que algo aplicado topicamente chegasse até a glândula.”
A pele do pescoço está separada da tireoide por várias camadas de tecido, incluindo músculos. Não existe um canal direto entre a superfície da pele e o sistema hormonal da tireoide.
Onde surgiu o mito
A preocupação começou após mensagens divulgadas por influenciadores de bem-estar nas redes sociais. Eles destacavam a chamada “pele vascular” do pescoço como uma via direta para que os químicos das fragrâncias entrassem no organismo. Mas não há fundamento científico para essas afirmações.
Riscos reais do perfume no pescoço
Embora não haja risco para a tireoide, os dermatologistas alertam que a aplicação frequente de perfume no pescoço pode causar problemas na pele. A região tem uma pele mais fina e reativa do que se imagina.
Os principais riscos são:
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Sensibilização da pele
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Dermatite alérgica de contato
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Hiperpigmentação (manchas), principalmente porque o pescoço fica exposto ao sol
O que fazer para evitar problemas
Especialistas recomendam:
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Aplicar perfume em áreas com pele mais grossa, como pulsos
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Aplicar diretamente na roupa (não na pele)
Disruptores endócrinos
O debate sobre os riscos das fragrâncias também envolve a presença de ftalatos, parabenos e bisfenóis – compostos que podem interferir no equilíbrio hormonal. Eles podem ser absorvidos pela pele ou por inalação.
Esses ingredientes aparecem nos rótulos como “fragrância” ou “parfum”. A dificuldade para identificá-los e a exposição acumulada ao longo do tempo geram preocupação entre especialistas.
Como escolher produtos mais seguros
Para reduzir a exposição a químicos, os especialistas aconselham:
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Optar por produtos “sem fragrância” (fragrance-free) – e não apenas “sem perfume” (unscented), que pode ter ingredientes mascarados
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Priorizar marcas transparentes sobre os ingredientes que usam ou evitam
O uso habitual de perfume faz parte da identidade pessoal de muitas pessoas. Na ausência de efeitos notórios, não há motivo para alarme. Quem tem pele sensível ou quer reduzir o contato com químicos pode optar por aplicar a fragrância em áreas menos vulneráveis ou na roupa.