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MP Carnaval de rua de São Paulo
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou na terça-feira (01) o ex-secretário de Cultura de São Paulo Alexandre Youssef, a Ambev, a SPTuris, funcionários e o ex-presidente da empresa Osvaldo Arvate Junior por supostas irregularidades no contrato de patrocínio do Carnaval de rua da capital em 2020.
A apresentação da denúncia ainda depende da apreciação do juiz, que vai decidir se os denunciados serão tornados réus.
O contrato de patrocínio foi assinado durante a gestão de Alexandre Youssef que também é um dos fundadores do bloco Acadêmicos do Baixo Augusta. A chefe de gabinete da secretaria de Cultura na época, Carla Mingolla, e funcionários da SPTuris também foram denunciados pelo promotor Ricardo Manuel Castro. Os agentes públicos envolvidos são acusados de improbidade administrativa.
O promotor Ricardo Manuel Castro afirma que a SPTuris subcontratou várias empresas para prestação de serviços como limpeza de rua, locação de ambulância, fornecimento de equipamentos e banheiros químicos sem a devida licitação.
A denúncia lista mais de 40 serviços usados do carnaval que não poderiam ter sido contratados sem licitação, e totalizam mais de R$ 30 milhões em gastos feitos pela SPTuris durante o evento.
Por meio de nota, a Prefeitura de São Paulo informou que está à disposição e prestará os esclarecimentos necessários. Já a cervejaria Ambev disse que não teve acesso a qualquer documento relacionado aos fatos descritos e desconhece qualquer ação judicial relacionada. A Companhia alega que participou e venceu a licitação para o Carnaval de São Paulo de forma regular dentro do compromisso com a legalidade.
A denúncia ainda será levada para um juiz, que vai decidir se os denunciados serão tornados réus ou não na investigação feita pelo MP-SP.