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O Brasil possui uma população majoritariamente cristã, entretanto essa maioria enfrenta dificuldades quando o assunto é a representatividade no Congresso Nacional.
Enquanto pautas ideológicas da esquerda avançam, os poucos parlamentares que defendem valores conservadores precisam travar uma verdadeira guerra política em Brasília.
Defensora da vida desde a sua concepção, a deputada federal Chris Tonietto (PSL-RJ), de 31 anos, conta em entrevista à Gazeta Brasil que enfrenta resistência dentro da Câmara dos Deputados.
Recentemente, a parlamentar católica propôs uma Moção de Aplauso à juíza que tentou evitar o aborto de um bebê de 30 semanas, em Santa Catarina; Sâmia Bomfim (PSOL-SP), defensora do aborto, se revoltou e atacou Tonietto.
O vídeo com a discussão entre as duas viralizou nas redes sociais.
Ao ser questionada se “não tinha vergonha na cara” pela psolista, Chris responde: “Vergonha eu tenho, senhora deputada, de ter que conviver com um grupo de pessoas que têm sede de matar, sede de sangue”.
Nojo eu tenho de quem defende a morte de inocentes. Nojo eu tenho de quem defende a desinformação como instrumento de manipulação. Nossa defesa será sempre INCONDICIONAL pela vida! pic.twitter.com/bP5S1pxH72
— Chris Tonietto (@ToniettoChris) July 6, 2022
Nesta entrevista, Chris revela que já sofreu ameaças por defender valores cristãos.
Fernanda Salles: Por que você decidiu entrar para a política?
Comecei minha vida profissional como advogada, e pensava em fazer concurso para o Ministério Público. Minha vocação para a política ficou evidente apenas quando me senti pessoalmente chamada a resistir, da forma correta, à demolição de nossas instituições, por parte de uma esquerda de índole totalitária que deseja a abolição de todos os valores fundantes da nossa sociedade, e sua substituição por uma ideologia materialista e ateia.
Com incentivo de muitos amigos e parentes, lancei-me como candidata em 2018 para defender, de acordo com a Doutrina Social da Igreja, a dignidade da vida humana desde a concepção até a morte natural, da família brasileira, e de todo trabalhador e cidadão de bem, contra os avanços dessa ideologia que procura destruir sua fé, seus valores, sua educação, segurança e tudo o que todos nós amamos.
Fernanda Salles: Quais as dificuldades para quem defende valores cristãos dentro do Congresso?
Os valores cristãos são valores perenes e representam os valores da maioria esmagadora da população brasileira. Ocorre que há uma grande confusão no tocante ao que se entende por “Estado laico”. Muitos parlamentares tentam neutralizar o debate a respeito dos valores cristãos sob o argumento de que estamos sob a égide de um “Estado laico”, transformando-o, inclusive, em Estado laicista e irreligioso. Essa é uma estratégia que muitos adotam na tentativa de minar os valores majoritários da nação!
Fernanda Salles: Você já sofreu algum tipo de pressão ou ameaça por ser contra o aborto?
Sim. Infelizmente isso é até mais comum do que se imagina. O problema não está na suposta pressão, até porque a defesa da Vida, para mim, é uma pauta inegociável, então não me preocupo com pressão externa. Contudo, não raras vezes, há grupos que tentam tergiversar e desviar o foco do debate tentando imputar a mim a pecha de ser “contra as mulheres” por ser contra o aborto, o que não passa de uma grande subversão da realidade. Defender as mulheres é defender a vida de TODAS, inclusive as que ainda não nasceram.
Fernanda Salles: O que você acha do movimento “católicas pelo direito de decidir”?
Além de usurparem o nome da Santa Igreja Católica, que nunca lhes deu essa autorização, e que sempre condenou a prática do aborto como pecado gravíssimo, essa ONG sempre produziu cartazes e materiais de propaganda blasfemos, debochando do sentimento religioso católico, em frases como “Até Maria foi consultada para ser Mãe de Deus”, o que é considerado crime pelo artigo 208 do Código Penal brasileiro.

Feministas lideram movimento pró-aborto.
Em julho de 2018, protagonizei uma ação declaratória contra a “Católicas pelo Direito de Decidir” a fim de que a Justiça vedasse a utilização do nome “católicas”, tendo em vista que não representam a Igreja Católica.
Fernanda Salles: Qual a sua perspectiva para o movimento pró-vida diante do avanço das pautas da esquerda no Brasil?
O movimento pró-vida sempre foi vocacionado a ser um braço atuante e decisivo na defesa dos valores inegociáveis da sociedade. Apesar dos ataques diuturnos da esquerda, na prática, as opiniões do povo brasileiro sobre o direito à vida continuam as mesmas, o aborto continua sendo crime com pena prevista no Código Penal, e quem defende o contrário continua tendo contra si a Lei de Deus, a lei natural, a lei brasileira e o simples bom senso.
Fernanda Salles: Como foi confrontar o ministro Luís Roberto Barroso com relação ao aborto?
O ministro Barroso proferiu uma palestra no evento “Brasil Fórum Rio”, realizada no Museu do Amanhã, no dia 3 de agosto de 2018 (mesmo dia da abertura da audiência pública promovida pelo STF para debater acerca da ADPF 442).
No momento aberto para perguntas, levantei-me para questionar o Ministro acerca do aborto. Foi uma excelente oportunidade para questioná-lo a respeito dos seus posicionamentos controversos sobre o tema. Em suas respostas às minhas indagações, restou evidente a sua faceta ativista e o seu comprometimento com a descriminalização do aborto, à revelia da vontade popular.