Em um vĂdeo divulgado pela assessoria do PalĂĄcio Piratini na noite de segunda-feira (18), Leite admitiu a dificuldade em assegurar os votos necessĂĄrios para a aprovação do projeto. âĂs vĂ©speras da votação na Assembleia Legislativa, tivemos a manifestação de muitos parlamentares de nĂŁo desejarem avançar com esta proposta. Respeitamos essa percepção e, portanto, estamos encaminhando a retirada do projeto da Assembleia Legislativa e vamos dar sequĂȘncia ao plano alternativo que temos para garantir as receitas do Estadoâ, afirmou o governador.
O projeto proposto pelo PalĂĄcio Piratini enfrentou crĂticas tanto de setores empresariais quanto de parlamentares da base do governo, tornando desafiador o teste da força polĂtica de Leite em seu segundo mandato.
A alternativa agora Ă© o plano B: decretos que revisam benefĂcios fiscais, publicados no sĂĄbado (16) pelo governador como uma forma de pressionar pela aprovação do aumento do ICMS.
âA gente chega Ă s vĂ©speras da votação com a manifestação de muitos parlamentares de nĂŁo desejarem avançar com a proposta. NĂłs respeitamos essa percepção, portanto estamos encaminhando a retirada e vamos dar sequĂȘncia ao plano alternativo que temos para garantir as receitas do estadoâ, disse Leite.
O plano alternativo consiste em decretos, publicados no Ășltimo sĂĄbado (16), que implementam cortes e alteraçÔes em benefĂcios fiscais, afetando setores produtivos e impactando atĂ© mesmo na cesta bĂĄsica. Essas medidas foram apresentadas como uma resposta caso o projeto de aumento da alĂquota do ICMS nĂŁo fosse aprovado.
O pacote inclui as seguintes medidas:
- Cortes nos incentivos fiscais concedidos a 64 setores produtivos gaĂșchos;
- Isenção ou redução da base de cĂĄlculo do ICMS condicionada a depĂłsito de 10% a 40% do montante do benefĂcio em um fundo estadual;
- Tributação dos impostos dos produtos da cesta båsica, atualmente isentos ou com até 7% de ICMS. Com a medida, todos os itens passarão a ter uma cobrança de 12%.
- ExigĂȘncia de 100% de comprovação das compras de matĂ©ria-prima feitas por empresas do RS para que o empreendedor se beneficie da alĂquota menor de ICMS. Atualmente, os empresĂĄrios sĂł precisam apresentar a comprovação de 15% das compras.
Essas medidas entrarĂŁo em vigor em abril de 2024.
A segunda-feira (18), antes do anĂșncio do governador, foi marcada por negociaçÔes na base governista, que, teoricamente, possui 32 votos. O Progressistas reuniu os sete deputados a portas fechadas. Mesmo sendo aliados do governo, quatro parlamentares resistem em votar a favor do aumento da alĂquota, incluindo o lĂder da bancada, Guilherme Pasin.