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Mais de um mês após as fortes chuvas que causaram inundações e alagamentos no Rio Grande do Sul, todas as Estações de Tratamento de Água (ETAs) que abastecem a capital Porto Alegre voltaram a operar. A última estação a ser restaurada foi a ETA Ilha da Pintada, que entrou em funcionamento neste sábado (8), segundo o Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae).
As ETAs são responsáveis pelo tratamento da água captada do lago Guaíba, que passa por processos químicos, físicos e biológicos antes de ser distribuída à população. Apesar da reativação de todas as estações, duas delas ainda enfrentam problemas de funcionamento, segundo o Dmae.
A última ETA recuperada atende cerca de 9 mil moradores das ilhas da Pintada, do Pavão, das Flores e dos Marinheiros. Durante o período de desabastecimento, a população era atendida por caminhões-pipa. O Dmae estima que o abastecimento normalizará entre a noite de sábado (8) e a madrugada de domingo (9), podendo levar mais tempo para chegar às comunidades das ilhas.
A crise do abastecimento em Porto Alegre atingiu seu pico no início de maio, quando 85% da população ficou sem acesso à água da torneira. Naquele momento, apenas uma estação operava na capital, de forma reduzida, pois todas as outras foram alagadas. As consequências levaram o prefeito Sebastião Melo (MDB) a decretar racionamento de água.
Os trabalhos de retomada da unidade na Ilha da Pintada iniciaram na terça-feira (4), com a limpeza, recuperação e substituição de equipamentos. O nível do Guaíba registrava 3,01 metros na noite deste sábado (8), 59 centímetros abaixo da cota de inundação. O lago segue em queda, juntamente com um “veranico”, uma sequência de dias com tempo seco e pouca chuva. O número contrasta com os 5,35 metros que a água atingiu no período mais crítico das inundações.
Os temporais e as cheias que atingiram o Rio Grande do Sul entre o final de abril e o mês de maio deixaram 172 mortos, segundo o mais recente boletim da Defesa Civil, divulgado na quarta-feira (5). Além disso, são 41 desaparecidos e 806 feridos.
Segundo a Defesa Civil, 603,2 mil pessoas estão fora de casa – 35,1 mil em abrigos e 575,1 mil desalojados (em casa de amigos e parentes). Apenas em Porto Alegre, 4,7 mil pessoas estavam em abrigos até sexta-feira (7). O número de afetados na capital chega a 160,2 mil, de acordo com a prefeitura.
Dos 497 municípios do estado, 476 registraram transtornos relacionados aos temporais, afetando mais de 2,3 milhões de pessoas.