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ONU: Uma mulher é assassinada a cada 10 minutos pelos próprios parceiros

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

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Uma mulher é assassinada a cada 10 minutos por um parceiro ou familiar em todo o mundo. No total, 85 mil mulheres e meninas foram vítimas de homicídios intencionais em 2023, o que reflete a crescente “epidemia de feminicídios”. Os dados fazem parte da pesquisa “Feminicídios em 2023: Estimativas globais de feminicídios de parceiros íntimos/familiares”, divulgada pela ONU nesta segunda-feira (25), em alusão ao Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher.

O estudo aponta um aumento nos feminicídios no ambiente familiar. Em 2022, 48,8 mil mulheres foram mortas dentro de casa em razão do gênero. No ano seguinte, o número subiu para 51 mil, representando 60% do total de feminicídios. Isso equivale a uma média de 140 mortes por dia em 2023.

Para a ONU, o feminicídio é a forma mais extrema de violência baseada no gênero contra mulheres e meninas. Segundo a organização, esses assassinatos não são incidentes isolados, mas o ponto culminante de uma violência de gênero sistemática que afeta todas as regiões e países.

As principais causas do feminicídio estão enraizadas em normas sociais e estereótipos que veem as mulheres como subordinadas aos homens, além da discriminação, desigualdade e relações de poder desiguais entre os gêneros.

Em números absolutos, a África lidera com 21,7 mil feminicídios em 2023, seguida pela Ásia, com 18,5 mil mortes, e pelas Américas, com 8.300 assassinatos. Europa e Oceania registraram 2.300 e 300 mortes, respectivamente.

Além disso, a África também apresenta a maior taxa de feminicídios por 100 mil habitantes, com 2,9 vítimas, seguida pelas Américas (1,6) e Oceania (1,5). O estudo ainda destaca que, na França, 79% dos assassinatos ocorreram no ambiente familiar, enquanto 5% tiveram causas não especificadas.

Em termos de autoria dos crimes, na Ásia, Oceania e África, a maior parte dos feminicídios foi cometida por parentes. No entanto, na Europa, 63% dos assassinatos foram perpetrados por parceiros íntimos, mesma porcentagem observada nas Américas, onde 58% das vítimas foram mortas por seus companheiros.

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