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O governador em exercício do Rio Grande do Sul, Gabriel Souza (MDB), anunciou o afastamento de cinco servidores do Complexo Prisional de Canoas, em razão do assassinato de um detento dentro da unidade. O crime ocorreu no sábado, 23 de novembro, quando Jackson Peixoto Rodrigues, conhecido como “Nego Jackson”, foi morto a tiros. O suspeito do homicídio é outro detento, que seria parte de uma facção rival.
O anúncio foi feito nesta segunda-feira (25), durante coletiva no Palácio Piratini, sede do governo estadual, em Porto Alegre. Como o governador Eduardo Leite (PSDB) se encontra em viagem na Ásia, a medida foi comunicada por Gabriel Souza, que ocupa a função de governador interino.
Medida visa apuração rigorosa e isenta
“Como governador em exercício, estou determinando o afastamento de cinco servidores do Complexo Prisional de Canoas, que ocupam as funções de supervisores de turno, chefe de segurança e o responsável pela segurança da galeria no momento do crime, além do diretor da unidade”, declarou Gabriel Souza.
O governador afirmou que a medida é uma forma de garantir que a investigação sobre o caso seja conduzida de maneira imparcial. A Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe) e a Polícia Civil foram designadas para apurar as circunstâncias do assassinato.
“Esse afastamento não implica qualquer confirmação de culpa. O objetivo é assegurar uma apuração rigorosa e célere do caso. Dependendo dos resultados, os servidores poderão retornar às suas funções”, explicou Souza.
Em relação ao ocorrido, o governo estadual informou que um dos servidores afastados havia recebido uma carta escrita por Jackson Peixoto Rodrigues, que foi entregue a um agente da Polícia Penal. A carta teria sido encaminhada ao advogado do detento pouco antes do assassinato. O conteúdo da carta ainda não foi revelado.
O crime aconteceu na ala onde Jackson e o suspeito estavam em celas separadas, mas na mesma galeria, ambos aguardando transferência para a Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc). O caso levanta questões sobre o controle e segurança dentro do sistema penitenciário.
Como resposta ao incidente, a Penitenciária Estadual de Canoas (Pecan) III passará a realizar três revistas diárias nas galerias. Além disso, outras unidades prisionais do estado também serão alvo de inspeções mais rigorosas. A Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo do estado também indicou que a suspeita é de que a arma usada no assassinato tenha sido introduzida no presídio por meio de um drone, já que foi registrado sobrevoo na região na madrugada do crime.
A pistola 9 milímetros utilizada no ataque foi apreendida, e a Polícia Civil iniciou um inquérito para investigar as circunstâncias do crime. No fim de semana, dois suspeitos do homicídio foram identificados, mas ainda estão sendo investigados.