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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) celebrou, neste sábado (15), os 40 anos da redemocratização do Brasil. Em uma publicação no X (ex-Twitter), Lula destacou a importância do ex-presidente José Sarney, primeiro civil a assumir o comando do país após o período da ditadura militar (1964-1985), e reforçou a necessidade de defender a democracia de ameaças autoritárias.
Lula afirmou que Sarney governou sob constante pressão de setores que ainda apoiavam o regime militar, mas, com habilidade política, conseguiu criar condições para a elaboração da Constituição de 1988, um marco histórico para o país. “Nestes 40 anos de democracia, apesar de momentos muito difíceis, demos passos importantes para a construção do país que sonhamos. Um país democrático, livre e soberano”, declarou o presidente.
“É preciso mostrar às novas gerações o que foi e o que seria viver novamente sob uma ditadura, e ter todos os direitos negados, inclusive o direito à vida”, escreveu Lula.
Apesar do tom elogioso, Lula e Sarney têm um histórico político conturbado. Em 1987, quando era deputado federal e opositor do governo, o atual presidente chamou Sarney de “grande ladrão” durante um evento em Aracaju (SE), ao criticar a reforma da previdência da época.
Sarney assumiu a presidência interinamente em 1985, após a eleição indireta de Tancredo Neves, que adoeceu antes da posse. Com a morte de Tancredo, Sarney permaneceu no cargo e liderou a transição para a democracia, culminando na promulgação da Constituição de 1988.
Eis íntegra da nota de Lula:
“Mais que a posse de um presidente da República, 15 de março de 1985 será lembrado como o dia em que o Brasil marcou o reencontro com a democracia.
O presidente José Sarney governou sob a constante ameaça dos saudosos da ditadura, mas com extraordinária habilidade e compromisso político criou as condições para que escrevêssemos a Constituição Cidadã de 1988, e mudássemos a história do Brasil.
Nestes 40 anos de democracia, apesar de momentos muito difíceis, demos passos importantes para a construção do país que sonhamos. Um país democrático, livre e soberano.
Temos enormes desafios pela frente, mas o Brasil é hoje o país que cresce com inclusão social. Que combate a fome e as desigualdades. Que gera empregos, aumenta a renda e melhora a qualidade de vida das famílias. Que cuida de todos, com um olhar especial para quem mais precisa.
Sem a democracia, nada disso seria possível. Por isso, é preciso defendê-la todos os dias daqueles que, ainda hoje, planejam a volta do autoritarismo.
É preciso mostrar às novas gerações o que foi e o que seria viver novamente sob uma ditadura, e ter todos os direitos negados, inclusive o direito à vida.
Hoje é dia de lembrar e homenagear todos os brasileiros e brasileiras que lutaram pela redemocratização do Brasil.
Hoje – e todo dia – é dia de celebrarmos a democracia.”