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Governo brasileiro lamenta tarifas dos EUA e estuda reação na OMC

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O governo brasileiro manifestou preocupação com a decisão dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 10% sobre todas as exportações do Brasil. Em nota oficial, assinada pelos ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o país afirmou que está avaliando “todas as possibilidades de ação” para garantir a reciprocidade no comércio bilateral, incluindo um possível recurso à Organização Mundial do Comércio (OMC). (Veja a nota completa no final da matéria).

A nova taxação foi anunciada nesta quarta-feira (2) pelo presidente dos EUA, Donald Trump, como parte de um pacote de tarifas que atinge diversos países, incluindo China, Japão, Coreia do Sul e União Europeia. Segundo a Casa Branca, as taxas serão aplicadas de maneira “recíproca”, penalizando países que cobram mais sobre produtos americanos importados.

Impacto sobre as exportações brasileiras

De acordo com o governo brasileiro, a decisão afeta todas as exportações de bens do Brasil para os EUA e pode trazer prejuízos significativos para setores estratégicos da economia. O vice-presidente Geraldo Alckmin tem liderado as conversas com autoridades americanas para tentar mitigar os efeitos da medida.

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“Ao mesmo tempo que nos mantemos abertos ao diálogo, estamos analisando todas as opções para defender os interesses nacionais”, diz a nota do Itamaraty.

A taxação de 10% se soma a outras tarifas específicas já aplicadas por Trump, como as de 25% sobre o aço e o alumínio. Apesar da escalada protecionista, o Canadá e o México, parceiros dos EUA no acordo comercial da América do Norte, não foram incluídos na nova lista de taxação.

Eis a íntegra da nota completa do governo do Brasil:

O governo brasileiro lamenta a decisão tomada pelo governo norte-americano no dia de hoje, 2 de abril, de impor tarifas adicionais no valor de 10% a todas as exportações brasileiras para aquele país. A nova medida, como as demais tarifas já impostas aos setores de aço, alumínio e automóveis, viola os compromissos dos EUA perante a Organização Mundial do Comércio e impactará todas as exportações brasileiras de bens para os EUA.

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Segundo dados do governo norte-americano, o superávit comercial dos EUA com o Brasil em 2024 foi da ordem de US$ 7 bilhões, somente em bens. Somados bens e serviços, o superávit chegou a US$ 28,6 bilhões no ano passado. Trata-se do terceiro maior superávit comercial daquele país em todo o mundo.

Uma vez que os EUA registram recorrentes e expressivos superávits comerciais em bens e serviços com o Brasil ao longo dos últimos 15 anos, totalizando US$ 410 bilhões, a imposição unilateral de tarifa linear adicional de 10% ao Brasil com a alegação da necessidade de se restabelecer o equilíbrio e a “reciprocidade comercial” não reflete a realidade.

Em defesa dos trabalhadores e das empresas brasileiros, à luz do impacto efetivo das medidas sobre as exportações brasileiras e em linha com seu tradicional apoio ao sistema multilateral de comércio, o governo do Brasil buscará, em consulta com o setor privado, defender os interesses dos produtores nacionais junto ao governo dos Estados Unidos.

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Ao mesmo tempo em que se mantém aberto ao aprofundamento do diálogo estabelecido ao longo das últimas semanas com o governo norte-americano para reverter as medidas anunciadas e contrarrestar seus efeitos nocivos o quanto antes, o governo brasileiro avalia todas as possibilidades de ação para assegurar a reciprocidade no comércio bilateral, inclusive recurso à Organização Mundial do Comércio, em defesa dos legítimos interesses nacionais.

Nesse sentido, o governo brasileiro destaca a aprovação pelo Senado Federal do Projeto de Lei da Reciprocidade Econômica, já em apreciação pela Câmara dos Deputados.

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