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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Roraima realizou, na segunda-feira (4), a maior apreensão de ouro já registrada pela corporação no estado: 103 quilos do metal precioso, avaliados em mais de R$ 60 milhões. A carga foi encontrada em uma caminhonete Hilux, conduzida por um homem de 30 anos, durante abordagem na rodovia 401, próximo à rodovia dos Macuxis, em Boa Vista.
Durante a fiscalização, a equipe da PRF identificou irregularidades na documentação do veículo e percebeu detalhes suspeitos no painel eletrônico. Ao desmontar o painel, os policiais localizaram uma série de barras de ouro escondidas. Uma das barras tinha a inscrição “Amazônia”, o que pode indicar a origem do minério.
O ouro apreendido foi encaminhado para a Superintendência da Polícia Federal, onde passará por perícia para confirmar a pureza e o valor exato do material.
Segundo o policial federal rodoviário Jailson Oliveira da Silva, a apreensão é significativa e reflete o esforço envolvido na extração ilegal do minério: “Não é do dia para a noite que se consegue uma quantia dessa no garimpo. Todo o trabalho de garimpagem, o uso de mercúrio e o derretimento do ouro exigem muita mão de obra e riscos elevados. Esperamos que essa apreensão desestimule a prática, pois não compensa.”
A ação da PRF faz parte do esforço contínuo para combater o garimpo ilegal dentro da Terra Indígena Yanomami (TIY). Desde o primeiro semestre do ano passado, a corporação integra a Casa de Governo da Presidência da República de Roraima, que coordena operações e fiscalizações para interromper a atividade extrativista ilegal na região.
Desde o início da atual gestão federal, mais de R$ 412 milhões em prejuízos foram causados ao garimpo ilegal em Roraima, resultado de mais de 6 mil operações. Dados recentes indicam uma redução de 98% nas áreas de garimpo dentro da Terra Indígena Yanomami, graças à atuação coordenada das forças públicas.