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O empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, suspeito de matar o gari Laudemir de Souza Fernandes na última segunda-feira (11), teve a prisão em flagrante convertida em preventiva pela Justiça de Minas Gerais nesta quarta-feira (13). A decisão foi tomada durante audiência de custódia na Central de Audiência de Custódia de Belo Horizonte, garantindo que o suspeito permaneça detido por tempo indeterminado.
O Ministério Público havia solicitado a prisão preventiva, enquanto a defesa pedia o relaxamento, alegando ausência de indícios suficientes para a manutenção da detenção. Os advogados ressaltaram que Nogueira Júnior é réu primário, possui bons antecedentes e residência fixa.
O juiz Leonardo Damasceno, responsável pela audiência, rejeitou os argumentos da defesa. Segundo ele, há elementos que justificam a prisão, como a “perseguição ininterrupta” da polícia, a identificação do veículo utilizado e o reconhecimento por testemunhas. “O crime foi cometido em plena luz do dia, por motivo fútil, uma aparente irritação decorrente de uma breve interrupção no trânsito causada por um caminhão de coleta de lixo”, afirmou o magistrado.
Desde terça-feira (12), o empresário estava preso em flagrante no Centro de Remanejamento de Presos (Ceresp) da Gameleira, na Região Oeste da capital, após reconhecimento por testemunhas. Ele foi encaminhado ao sistema prisional depois de prestar depoimento no Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil.
O juiz também negou o pedido de sigilo do processo, afirmando que a publicidade é a regra, e que as exceções só se aplicam em casos de defesa da intimidade ou interesse social relevante, o que não se configurou neste caso.