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A Polícia Civil do Rio Grande do Sul confirmou nesta segunda-feira (8) a identidade da mulher esquartejada em Porto Alegre. A vítima é a manicure Brasília Costa, de 65 anos, natural de Arroio Grande. Partes de seu corpo foram encontradas dentro de uma mala na Estação Rodoviária da capital. A cabeça da vítima ainda não foi localizada.
O principal suspeito do crime, Ricardo Jardim, de 66 anos, está preso preventivamente desde a última quinta-feira (4). Segundo a cunhada da vítima, o casal se conheceu em um abrigo durante as enchentes de junho de 2024. Eles tiveram um breve relacionamento, que foi retomado há cerca de cinco meses.
A família relata que Brasília, que não tinha filhos e era conhecida por ser reservada, nunca apresentou Ricardo aos parentes. A cunhada, Raquel Costa, conta que a vítima passou a se afastar da família depois que reatou com o suspeito. “Ele começou a mandar mensagem dizendo que ela tinha que ir”, disse Raquel à RBS TV, referindo-se aos encontros familiares.
A investigação da Polícia Civil aponta que Ricardo Jardim estava com o celular da vítima e teria se passado por ela em mensagens para familiares e amigos após o crime. Essa é a principal linha de investigação para explicar por que não houve um registro de desaparecimento. O conteúdo do celular e de outros dispositivos eletrônicos apreendidos será analisado pela perícia.
A Polícia Civil confirmou que Ricardo foi condenado a 28 anos de prisão em 2018 por matar e concretar a própria mãe. Ele foi solto em 2024, depois de conseguir a progressão para o regime semiaberto. Até o momento, o suspeito não constituiu uma defesa.