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O influenciador e empresário Gabriel Spalone, de 29 anos, foi detido na noite de sexta-feira (26) pelo Setor de Imigração no Aeroporto Internacional do Panamá, segundo informações da Polícia Federal. Ele é suspeito de integrar um esquema que desviou cerca de R$ 146 milhões por meio de operações via Pix.
Spalone, dono de fintechs e com mais de 800 mil seguidores no Instagram, estava foragido desde terça-feira (23), quando a Polícia Civil de São Paulo deflagrou a Operação Dubai, que investiga fraudes bancárias contra uma instituição financeira em fevereiro deste ano. Um mandado de prisão temporária foi expedido contra ele.
De acordo com a Polícia Civil, o grupo criminoso teria utilizado credenciais de uma empresa prestadora de serviços para realizar transferências milionárias via Pix. O dinheiro foi distribuído em 10 contas abertas especificamente para o esquema. Aproximadamente R$ 146.593.142,28 foram desviados; parte do valor foi estornada, mas ainda assim o prejuízo foi significativo.
Durante a operação, dois suspeitos foram presos em São Paulo e quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos. Spalone era considerado o principal alvo da investigação.
O advogado de defesa do empresário, Eduardo Mauricio, afirmou que a detenção no Panamá foi “ilegal e abusiva”. Segundo ele, não há mandado de prisão preventiva no Brasil nem inclusão do nome de Spalone na lista de alerta vermelho da Interpol, o que configuraria uma violação de tratados internacionais de cooperação. “Todos os atos legais já estão sendo tomados para a liberação de Gabriel no Panamá e também perante a Interpol em Lyon”, declarou a defesa.
Formado em administração pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), Gabriel Spalone também atua como influenciador digital, mantendo grande presença nas redes sociais e acumulando notoriedade entre seguidores.
O que diz a defesa
“Eduardo Maurício, advogado de defesa de Gabriel Spalone, afirma que seu cliente foi detido pelo Setor de Imigração do Aeroporto Internacional do Panamá, de forma ilegal e abusiva, que lhe causa constrangimento ilegal, já que nunca sequer foi intimado pessoalmente para prestar esclarecimentos no inquérito policial, e de qualquer outro ato da investigação, não existindo inclusive qualquer mandado de prisão preventiva vigente no Brasil e muito menos qualquer inclusão no alerta vermelho na Interpol que justifique sua detenção em solo estrangeiro, o que contraria inclusive a legalidade de atos em um cenário de cooperação jurídica internacional.
A defesa informa que todos os atos legais já estão sendo tomados para a liberação do influencer no Panamá e também perante à Interpol (em Lyon) para que o influencer seja liberado, e que Spalone já esclareceu e apresentou todas as provas formalmente via petição ao Ministério Público e Juiz de São Paulo, que demonstram inexistir necessidade de prisão temporária ou até mesmo em conversão em prisão preventiva, e qualquer ato ilícito de sua autoria.”