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O Brasil contabilizou 43 notificações de intoxicação por metanol até esta quarta-feira (1º), segundo o Centro Nacional de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS Nacional). Dos casos registrados, 39 ocorreram em São Paulo — sendo 10 confirmados e 29 ainda em investigação — e quatro estão sob apuração em Pernambuco.
Uma morte já foi confirmada em São Paulo, enquanto outros sete casos de óbito seguem em investigação: cinco no estado paulista e dois em Pernambuco. O consumo de bebidas alcoólicas adulteradas, como gin, vodca e uísque, tem sido apontado como a principal causa das intoxicações. Além de óbitos, os casos já resultaram em internações graves e perda de visão em algumas vítimas.
Diante do aumento incomum de notificações — o número registrado este ano supera a média anual de cerca de 20 casos —, o Ministério da Saúde enviou, na terça-feira (30), uma nota técnica a todos os estados e municípios. O documento orienta que qualquer suspeita de intoxicação por metanol seja comunicada imediatamente e traz diretrizes para condução adequada dos casos pelos serviços de saúde, garantindo comunicação rápida das ocorrências.
Em São Paulo, os 10 casos confirmados apresentam laudo atestando a presença de metanol e comprovação de ingestão de bebida adulterada. Já os 29 casos em investigação apresentam indícios clínicos e aguardam confirmação laboratorial.
O Ministério da Saúde também instalou uma sala de situação para monitorar o avanço das intoxicações por metanol no país, coordenando ações de alerta, investigação e atendimento às vítimas.
O governo reforça a necessidade de atenção da população e alerta para os riscos do consumo de bebidas alcoólicas fora do circuito comercial regular, destacando que produtos adulterados podem causar graves danos à saúde e até a morte.