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O Ministério da Saúde informou nesta sexta-feira (3) que o país registra 113 casos confirmados de intoxicação por metanol, incluindo uma morte confirmada em São Paulo. Outros 11 óbitos estão sob investigação em diferentes estados. O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, à CNN Brasil.
Segundo o ministério, há 12 casos suspeitos em análise, distribuídos da seguinte forma: 8 na cidade de São Paulo, 1 em Pernambuco, 1 na Bahia e 1 no Mato Grosso do Sul. Além disso, foram registrados casos suspeitos em estados que não constavam nos balanços anteriores: Bahia (2), Paraná (1) e Mato Grosso (1).
“O número de casos suspeitos e presentes em outros estados reforça a participação da Polícia Federal na investigação, por se tratar de uma situação interestadual”, declarou Padilha.
O ministro reforçou que a recomendação neste momento é evitar o consumo de bebidas alcoólicas destiladas e aguardar a conclusão das investigações. “É melhor aguardar o esclarecimento completo desses casos”, disse.
Para enfrentar a intoxicação, o Ministério da Saúde comprou cinco mil antídotos contra metanol, que devem ser entregues nos próximos dias e distribuídos aos centros de referência de intoxicação das secretarias estaduais. Até agora, 4.300 ampolas já foram disponibilizadas a hospitais universitários, considerados referência no tratamento da doença.
A Polícia Civil de São Paulo investiga a contaminação de bebidas alcoólicas por metanol. A principal hipótese é que o metanol tenha sido introduzido durante a limpeza de garrafas possivelmente falsificadas antes do envasamento.
Até o momento, não há informações sobre os responsáveis pelo esquema ou a origem do produto químico, cuja comercialização é proibida no Brasil. Equipes da polícia realizam operações diárias para fiscalizar bares, adegas e distribuidoras na Grande São Paulo.
Nove estabelecimentos já foram interditados, incluindo duas distribuidoras de bebidas. Somente nesta semana, mais de 2,5 mil garrafas foram apreendidas, das quais cerca de 250 chegaram ao Instituto de Criminalística e estão em análise. O órgão criou uma força-tarefa para agilizar os resultados.