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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, decretou nesta sexta-feira (16) a prisão preventiva do ex-presidente da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, condenado a 24 anos e seis meses de prisão. A decisão foi tomada no âmbito da ação penal nº 2.693 (núcleo 2), na qual ele é acusado de ordenar operações no Nordeste com o objetivo de impedir a votação do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2022.
Silvinei foi detido na madrugada desta sexta-feira (26) no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, Paraguai, enquanto tentava embarcar para El Salvador com um passaporte paraguaio falso. Antes da prisão, ele havia rompido a tornozeleira eletrônica, em uma tentativa de fuga do país.
Na decisão, o ministro afirmou que o conjunto de informações “demonstra a violação da medida cautelar de monitoramento eletrônico e indica a efetivação da fuga”, caracterizando risco concreto à aplicação da lei penal. Moraes destacou que, ao conceder a liberdade provisória em agosto de 2024, havia advertido expressamente que o descumprimento de qualquer das condições impostas resultaria na decretação da prisão.
À época da detenção, Silvinei ocupava o cargo de secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação do município de São José (SC). Ele pediu exoneração imediatamente após a prisão, e a prefeitura divulgou uma nota agradecendo à “contribuição prestada” pelo ex-servidor.