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Após ter a denúncia aceita pela Justiça e a prisão preventiva decretada, a advogada argentina Agostina Páez, de 29 anos, acusada de injúria racial contra funcionários de um bar em Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro, publicou um vídeo nas redes sociais na noite desta sexta-feira (6) afirmando estar “desesperada” e “morta de medo”.
A gravação foi divulgada após Agostina ser notificada oficialmente sobre a decisão judicial. No vídeo, ela questiona a decretação da prisão preventiva sob a justificativa de risco de fuga. “Recebi a notificação de que há uma ordem de prisão preventiva para mim por perigo de fuga, sendo que uso tornozeleira eletrônica e estou à disposição da Justiça desde o primeiro dia”, declarou.
Na legenda da publicação, a advogada afirmou temer que o vídeo possa prejudicá-la ainda mais. “Tenho medo de que fazer este vídeo me prejudique, que meus direitos sejam ainda mais violados”, escreveu. Ela acrescentou que não pode comentar os fatos e disse esperar que o caso seja esclarecido “da maneira correta”.
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) informou que aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público e determinou a prisão preventiva da acusada. O processo tramita em segredo de Justiça. A Polícia Civil ainda não informou quando o mandado de prisão será cumprido.
A denúncia foi apresentada pelo MP na última terça-feira. Segundo a Promotoria, os relatos das vítimas foram confirmados por testemunhas, imagens do circuito interno de segurança do bar e outros registros feitos no momento do ocorrido. O órgão também rejeitou a versão apresentada pela defesa de que os gestos e falas teriam sido apenas brincadeiras dirigidas a amigas da acusada.