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Uma pesquisa realizada pela Quaest e divulgada nesta quinta-feira (12) revelou que 82% dos brasileiros concordam que o Supremo Tribunal Federal (STF) precisa adotar um código de ética e conduta para seus ministros. O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 9 de fevereiro, com margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Segundo o estudo, apenas 10% dos entrevistados discordam da medida, 1% não concorda nem discorda, e 7% não souberam ou não responderam.
O resultado da pesquisa reforça a posição do presidente do STF, ministro Edson Fachin, que no início de fevereiro afirmou que a criação de um Código de Ética é um compromisso de sua gestão. Durante a sessão de abertura do ano no tribunal, Fachin ressaltou a importância de “ponderações e autocorreção” neste momento histórico da Corte.
“Sem embargo desses reconhecimentos, o momento histórico é também de ponderações e de autocorreção. É hora de um reencontro com o sentido essencial da República, da tripartição real de Poderes e da convivência harmônica e independente, com equilíbrio institucional. Somos todos chamados a essa arena”, disse o presidente do STF.
A proposta de criar um Código de Ética ganha força especialmente após críticas envolvendo a conduta do ministro Dias Toffoli no caso das supostas fraudes no Banco Master. Nesta quinta-feira (12), Toffoli admitiu ser sócio da empresa Maridt, responsável pela venda do resort Tayayá, no Paraná, para fundos ligados ao Master, mas negou qualquer relação de amizade ou recebimento de valores de Daniel Vorcaro, controlador do banco.