Entre nos nossos canais do Telegram e WhatsApp para notícias em primeira mão. Telegram: [link do Telegram]
WhatsApp: [link do WhatsApp]
O desembargador Orloff Neves Rocha, do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), foi aposentado compulsoriamente pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) após ser acusado de assédio sexual contra uma colaboradora terceirizada durante atendimento técnico em seu gabinete. A decisão foi tomada na 2ª Sessão Ordinária de 2026, realizada nesta terça-feira (24).
Segundo a investigação, o magistrado teria avançado sobre a mulher, pedido abraços e tentado beijá-la. Em depoimento, a vítima relatou que ele “tentou cheirar meu pescoço, quis me beijar e desferiu um tapa nas minhas nádegas”. O episódio ocorreu no dia 28 de abril de 2021, por volta das 10h, enquanto a servidora realizava atendimento de informática no gabinete do desembargador.
De acordo com o relato, ao concluir o serviço, Orloff teria convidado a colaboradora para ir a um bar em outra ocasião, entregado um cartão com seu número pessoal e pedido que ela enviasse mensagem para combinar o encontro. A vítima afirmou que, ao chamá-lo para testar o computador, o magistrado tocou sua mão e reiterou o convite. Quando ele teria tentado beijá-la, ela reagiu: “Não, desembargador, por favor, não”, conforme relato prestado à Polícia Civil de Goiás.
Nos autos do processo administrativo disciplinar, o desembargador confirmou que houve abraço, mas negou tentativa de contato físico inapropriado ou qualquer forma de constrangimento.
Ao votar pela aposentadoria compulsória, o relator do caso no CNJ, conselheiro João Paulo Schoucair, afirmou que os depoimentos apresentaram “sintonia das declarações”, conferindo consistência às provas reunidas. Para ele, “a prova, ela vem serena e tranquila”. O conselheiro destacou ainda que o caso ocorreu em ambiente reservado, ressaltando a importância da palavra da vítima, entendimento que classificou como pacificado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), citando precedente relatado pelo ministro Cristiano Zanin.
