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O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), afirmou nesta terça-feira (24) que recebeu com “grande inconformismo” a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o tornou inelegível até 2030. A declaração foi feita por meio das redes sociais, onde ele também anunciou que pretende recorrer da decisão.
O plenário do TSE condenou Castro por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Além da inelegibilidade por oito anos, a Corte determinou o pagamento de multa de R$ 100 mil. A ação foi movida pelo Ministério Público Eleitoral, que apontou uso irregular de recursos públicos e criação de programas sociais com finalidade eleitoral.
Segundo o tribunal, o prazo de inelegibilidade começa a contar a partir do pleito de 2022, o que impede o ex-governador de disputar eleições até 2030. Apesar disso, a decisão ainda pode ser contestada em instâncias superiores.
Na manifestação, Castro defendeu sua gestão à frente do governo estadual. “Tenho plena convicção de que sempre governei o Rio de Janeiro dentro da legalidade, com responsabilidade e absoluto compromisso com a população”, afirmou.
O ex-governador também criticou o entendimento da Corte e disse que a decisão contraria a vontade popular. “Recebo com grande inconformismo a decisão que vai contra a vontade soberana dos quase 5 milhões de eleitores fluminenses que me confiaram o mandato já no primeiro turno das eleições de 2022”, declarou.
Apesar das críticas, Castro disse que respeita o Judiciário. Ele reiterou confiança no devido processo legal e afirmou que as acusações dizem respeito a fatos anteriores ao período eleitoral, sem impacto no resultado das urnas — argumento que, segundo ele, já havia sido reconhecido pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro.
