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Durante o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que definirá o modelo de escolha do próximo governador do Rio de Janeiro, o advogado do PSD, Thiago Fernandes Boverio, comparou o estado à cidade fictícia de Gotham City, conhecida por ser cenário das histórias do Batman. Segundo ele, caso a eleição para o chamado “mandato-tampão” ocorra de forma indireta, pela Assembleia Legislativa, “é mais fácil eleger o Coringa que o Batman”.
Boverio defendeu a participação direta da população na escolha do novo governador e afirmou que a situação política do Rio é complexa: “Quem deve decidir o futuro do Rio é a população, os eleitores fluminenses”.
O julgamento do STF avalia se a eleição será direta, com voto da população, ou indireta, realizada pelos deputados estaduais. As discussões chegaram à Corte por meio de ações apresentadas pelo PSD.
Atualmente, o estado é governado interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, após a renúncia do então governador Cláudio Castro em 23 de março, um dia antes da retomada do julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que cassou seu mandato e o declarou inelegível por oito anos.
O Rio de Janeiro também está sem vice-governador desde maio de 2025, quando Thiago Pampolha deixou o cargo para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ). A linha sucessória ainda foi afetada pelo ex-presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar, que teve o mandato cassado pelo TSE e foi preso novamente no fim de março.
Na terça-feira (7), a Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu a realização de eleições diretas, citando que a vacância do cargo de governador se deu por decisão eleitoral, e que o Código Eleitoral prevê voto direto quando o afastamento ocorre a menos de seis meses do fim do mandato.