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Celular de Daniel Vorcaro revela plano para “comprar” opinião de influenciadores por meio desta agência

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master / Crédito: Reprodução

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A Polícia Federal (PF) encontrou novas provas de que o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, tentou contratar agências de marketing para pagar influenciadores digitais. O objetivo era que eles fizessem publicações positivas sobre o banco no momento em que a instituição enfrentava graves crises de confiança e suspeitas de quebra. A informação foi revelada pelo Estadão, nesta quarta-feira (15).

As informações foram extraídas diretamente do celular de Vorcaro, que está preso desde março de 2026. Os diálogos revelam negociações com a agência Spark, especializada em influenciadores, para a criação de conteúdos estratégicos em redes sociais como o Instagram.

Como funcionava a estratégia?

De acordo com a investigação, o plano era contratar influenciadores do segmento de finanças para falar bem do Banco Master e defender negócios duvidosos.

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  • O conteúdo: A proposta incluía vídeos (Reels) e sequências de Stories para dar a entender que o banco era sólido.

  • O caso Renoir Vieira: Em um dos diálogos, uma diretora da agência sugeriu o nome de Renoir Vieira, que fala sobre mercado financeiro. Meses depois, em abril de 2025, o influenciador gravou um vídeo defendendo a compra do Master pelo banco BRB — negócio que o mercado via com desconfiança.

  • A defesa: Procurado, Renoir confirmou que recebeu a proposta, mas diz que não aceitou o pagamento. Ele afirma que o vídeo postado era apenas sua “opinião sincera” sobre o mercado e não publicidade paga.

A agência Spark e o “Limite Ético”

Diferente de outras negociações sob investigação, a agência Spark confirmou que conversou com o grupo de Vorcaro, mas afirmou que recusou o trabalho. Segundo a empresa, a proposta era “eticamente incompatível” com os seus critérios, sugerindo que o que o banco pedia ia além de uma propaganda comum.

Ataques ao Banco Central e o papel de Léo Dias

Esta é a segunda agência que aparece nas investigações da PF. A primeira foi a Mithi, ligada ao empresário Thiago Miranda (ex-administrador de negócios de Léo Dias).

A suspeita da PF é grave:

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  1. Campanha Positiva: Pagar famosos para dizer que o banco estava bem antes de ele sofrer a intervenção do Banco Central.

  2. Ataques às Autoridades: Após a prisão de Vorcaro, influenciadores teriam sido contratados para atacar diretores do Banco Central, tentando anular o fechamento do banco na Justiça.

O jornalista Léo Dias, segundo o jornal Estadão, teria recebido cerca de R$ 9,9 milhões do Banco Master.

Próximos passos

Daniel Vorcaro, que está preso, agora negocia um acordo de delação premiada. Isso significa que ele pode contar detalhes do esquema e dar nomes de quem recebeu dinheiro para manipular a opinião pública em troca de uma redução em sua pena.

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