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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou, em entrevista ao canal GloboNews na última terça-feira (2), que a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar facções criminosas brasileiras como “terroristas” foi recebida com surpresa pela instituição. Segundo Rodrigues, a equiparação do crime organizado ao terrorismo representa um “equívoco técnico”.
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A declaração ocorreu após o anúncio do Departamento de Estado dos EUA, em 28 de maio, que incluiu o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) na lista de organizações terroristas estrangeiras, a mesma categoria de cartéis internacionais de drogas, como o de Sinaloa e o de Jalisco. A classificação entrou em vigor nesta sexta-feira (5).
Em sua avaliação, o diretor-geral da PF afirmou:
“De fato, para nós, é uma surpresa termos essa declaração. Enfim, essa afirmação é dos Estados Unidos, de tentar equiparar o crime organizado com terrorismo, que, na nossa avaliação, é um equívoco técnico.”
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Impacto nas investigações
Apesar de considerar a medida um equívoco, Rodrigues garantiu que o trabalho interno da PF não será afetado.
“Nenhuma medida de um país vai afetar o trabalho interno. Não é nada sobre legislação, não vai alterar os nossos protocolos, os nossos procedimentos de atuação para aquilo que temos feito em relação ao crime organizado.”
No entanto, o diretor-geral reconheceu que a nova classificação pode gerar entraves burocráticos na cooperação internacional. Segundo ele, é preciso aguardar como os EUA vão operacionalizar a medida, o que pode levar, por exemplo, a uma mudança nas agências que interagem com o Brasil no enfrentamento ao crime organizado, agora tratado como terrorismo pelos norte-americanos
