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🧡 Ver Ofertas na ShopeeCom 98,36% das urnas apuradas, Flávio teve 47,31% dos votos válidos, contra 44,83% de Lula; segundo turno será em 25 de outubro
O primeiro turno das eleições presidenciais de 2026 terminou com o senador Flávio Bolsonaro (PL) na liderança da disputa, superando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com mais de 98,36% das urnas apuradas, Flávio registrou 47,31% dos votos válidos, enquanto Lula somou 44,83%. O resultado matemático define a realização do segundo turno, marcado para o dia 25 de outubro.
O cenário deixa o candidato do PL com a vantagem de iniciar a nova etapa à frente na contagem e com a perspectiva de buscar apoios entre os eleitores que votaram em candidaturas eliminadas no primeiro turno. Do outro lado, o atual presidente precisará de uma reação política para impedir a consolidação da dianteira do adversário.
Bolsonaro consolida liderança da direita
A vantagem de Flávio representa um marco para o campo político do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente em regime domiciliar após condenação por tentativa de golpe de Estado. Sem o pai nas urnas, o candidato do PL conseguiu capitalizar o apoio familiar e transformar o espólio político em uma candidatura nacionalmente competitiva, terminando a primeira fase na primeira colocação contra um presidente que buscava a reeleição para o quarto mandato.
Apesar da vantagem numérica, o candidato da oposição enfrenta o desafio de atrair o eleitorado de centro, centro-direita e de outras correntes políticas que disputaram o primeiro turno. Além disso, Flávio chega à etapa final com um patamar de rejeição semelhante ao de Lula. Pesquisa Datafolha realizada em setembro indicava que 46% do eleitorado rejeitavam o candidato do PL, índice idêntico ao registrado pelo atual presidente.
Reação de Lula e cenários nos estados
Para reverter o quadro, o presidente Lula precisará mobilizar sua base e expandir a votação para além dos setores que historicamente sustentam o Partido dos Trabalhadores. A tarefa é considerada complexa, especialmente diante do desempenho de aliados em colégios eleitorais estratégicos. Em São Paulo, por exemplo, o petista disputará o segundo turno sem um palanque próprio no maior colégio eleitoral do país, após a derrota de Fernando Haddad (PT) para Tarcísio de Freitas (Republicanos), reeleito logo no primeiro turno. A campanha de Flávio também conta com o apoio do prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB).
STF e debates marcam a campanha
A reta final da campanha foi marcada por temas que extrapolaram a polarização tradicional entre governo e oposição. O Supremo Tribunal Federal (STF) ocupou espaço central nos discursos após o surgimento de conflitos e decisões envolvendo ministros da Corte, que acabaram incorporados à campanha de Flávio Bolsonaro e de seus aliados.
O embate no Judiciário ganhou força com a revelação de mensagens associadas a investigações sobre o Banco Master e transações financeiras, gerando crises internas no tribunal e debates públicos explorados pela oposição.
Outro fator determinante foi a estratégia adotada pelos principais candidatos em relação aos debates televisivos. A campanha de Flávio optou por participações restritas, enquanto Lula também evitou encontros presenciais, culminando no cancelamento do último debate da TV Globo após decisões judiciais e mudanças de agenda.



































































