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🧡 Ver Ofertas na ShopeeA Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (20), a Operação Dux, destinada a desarticular uma ampla organização criminosa especializada em contrabando, descaminho, lavagem de dinheiro e venda ilegal de eletrônicos e medicamentos. As investigações apontam que a rede clandestina movimentou mais de R$ 460 milhões utilizando laranjas e empresas de fachada para oculta o patrimônio dos verdadeiros líderes do grupo.
A ofensiva mobilizou cerca de 130 policiais federais para o cumprimento de 36 mandados de busca e apreensão expedidos pela 1ª Vara Federal de São José do Rio Preto. As diligências foram executadas de forma simultânea em municípios do interior paulista: São José do Rio Preto, Catanduva, Olímpia, Severínia e Franca.
Casas de luxo, carros e porta-documentos falso do Judiciário
Até a última atualização desta reportagem, a operação já havia registrado a prisão em flagrante de três suspeitos e a apreensão de 28 veículos mantidos em uma garagem da região. Durante os cumprimentos das ordens judiciais — que incluíram alvos localizados em condomínios de alto padrão em São José do Rio Preto —, os agentes apreenderam:
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Lotes de celulares novos e importados clandestinamente;
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Medicamentos para emagrecimento de comercialização restrita e anabolizantes;
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Armas de fogo, substâncias entorpecentes, joias e relógios de luxo;
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Maços de dinheiro em espécie e documentos financeiros.
Entre os materiais recolhidos, chamou a atenção dos investigadores a localização de um porta-documentos funcional com identificação falsificada do Poder Judiciário Federal, utilizado para tentar fraudar fiscalizações policiais.
Vendas em redes sociais e bloqueio de bens
As investigações revelaram que o grupo operava uma logística completa, que ia desde o transporte e armazenamento dos eletrônicos e fármacos até a distribuição no atacado, varejo e plataformas digitais. Para dar aparência de legalidade aos recursos, os operadores do esquema usavam pessoas físicas sem capacidade financeira compatível e pessoas jurídicas fictícias.
Além das buscas físicas, a 1ª Vara Federal de São José do Rio Preto determinou a aplicação de medidas cautelares, o bloqueio de bens e contas bancárias dos investigados e a suspensão imediata de perfis em redes sociais que eram utilizados ostensivamente pela quadrilha para comercializar os produtos contrabandear.
Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de contrabando, descaminho, lavagem de dinheiro e integração de organização criminosa.
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