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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), voltou a criticar nesta segunda-feira (18) a atuação da Enel, distribuidora de energia responsável por 24 cidades da região metropolitana da capital. Durante o Fórum VEJA Infraestrutura, em São Paulo, ele afirmou que o contrato atual é “extremamente ruim” e “ultrapassado” e que não deveria ser prorrogado. “São Paulo não pode aceitar que esse contrato seja prorrogado do jeito que está”, declarou.
Segundo Tarcísio, a companhia não realiza os investimentos necessários para melhorar a qualidade do serviço. “A empresa não faz […] porque aquilo não vai ser reconhecido na tarifa. E, como não é reconhecido na tarifa, não gera receita, a empresa não investe”, disse. Ele também relacionou o tempo elevado de recomposição da rede elétrica após eventos climáticos à falta de pessoal e automação. “Falta gente, falta automação, falta preparo. O contrato atual não garante isso”, afirmou.
O governador defendeu que nem o governo federal nem a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) deveriam renovar a concessão da Enel, válida até 2028. Ele sugeriu que a concessão seja reestruturada e dividida em mais de uma área de atendimento. “Se eu estivesse no governo federal, o que eu faria? 1º, não prorrogaria o contrato. Segundo, quebraria essa concessão, que é muito grande, em pelo menos duas concessões e estabeleceria um contrato que amarrasse de fato os investimentos às servidões e como isso vai ser cobrado ao longo do tempo”, declarou.
As críticas à distribuidora vêm após apagões sucessivos nos últimos anos. Em outubro de 2024, fortes chuvas deixaram 2,1 milhões de clientes sem energia, alguns por mais de uma semana. No mês seguinte, um novo temporal também causou longas interrupções, aumentando a pressão de autoridades locais, como o prefeito Ricardo Nunes (MDB).