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O Sistema Cantareira, principal manancial que abastece a região metropolitana de São Paulo, passará a operar em nível de “restrição” a partir de 1º de outubro, algo que não ocorria desde janeiro de 2022, informou a Agência Nacional de Águas (ANA) nesta quarta-feira (24).
Conhecido como “Faixa 4”, o nível de restrição limita a captação máxima de água permitida à Sabesp a 23 metros cúbicos por segundo, contra os 27 m³/s autorizados em setembro, quando o manancial estava na Faixa 3 – Alerta. No final de agosto, a ANA e a SP Águas já haviam reduzido em 13% o volume autorizado de retirada.
Nesta quarta, o reservatório do Cantareira registrava 29,42% de seu volume útil, abaixo dos 35,9% registrados no final de agosto, segundo dados da Sabesp. Como medida de mitigação, a Sabesp poderá utilizar também a vazão do reservatório de Jaguari, limitado a um total de 33 m³/s.
O Cantareira abastece cerca de metade da população da região metropolitana de São Paulo e contribui para o abastecimento de cidades como Campinas, nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí.
O protocolo de preservação do sistema, criado durante a crise hídrica de 2014 e 2015, possui cinco faixas. A última é acionada quando o volume do reservatório cai abaixo de 20%, limitando a captação máxima a 15,5 m³/s. A medição é feita no último dia útil de cada mês.