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A Corregedoria da Polícia Militar prendeu, nesta quarta-feira (4), três policiais militares suspeitos de prestar serviços de segurança privada ao empresário Luiz Carlos Efigênio Pacheco, conhecido como “Pandora”, proprietário da empresa de ônibus Transwolff. Ele é investigado por suposta ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
A ação cumpriu 16 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão temporária. Durante as diligências, os investigadores apreenderam cerca de R$ 1 milhão na residência de um dos policiais. Os nomes dos presos não foram divulgados.
De acordo com a investigação, os policiais teriam atuado na segurança de Luiz Carlos Efigênio Pacheco e de Cícero de Oliveira, conhecido como “Té”, entre os anos de 2020 e 2024. Um dos alvos também exercia função na assessoria militar da Câmara Municipal de São Paulo.
A Transwolff e a UPBus já haviam sido alvo da Operação Fim da Linha, deflagrada em abril de 2024 pelo Ministério Público de São Paulo, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e possível favorecimento a organização criminosa. As investigações apontam que parte dos recursos utilizados para ampliar o capital da Transwolff pode ter origem ilícita.
Segundo o Ministério Público, o esquema investigado envolveria o uso de empresas de fachada, “laranjas” e CNPJs supostamente criados para ocultar a origem dos recursos, prática comumente associada a crimes de lavagem de dinheiro.
Em razão dessas apurações, a Prefeitura de São Paulo instaurou, em dezembro de 2024, um processo administrativo para rescindir os contratos firmados com a Transwolff e a UPBus.
A defesa da Transwolff informou que nega qualquer vínculo com o crime organizado e afirmou que não há comprovação de envolvimento da empresa em atividades ilícitas, acrescentando que irá contestar as decisões na Justiça.