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O Ministério Público de São Paulo (MPSP) solicitou ao Departamento de Polícia Judiciária da Capital (DECAP) a abertura de um inquérito policial para investigar uma série de ataques digitais contra o banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e seus familiares. A representação, oficializada na última quarta-feira (4), aponta suspeitas de perseguição virtual (cyberstalking), ameaças e uso indevido de imagens.
A investigação foca na disseminação de mensagens de conteúdo violento e publicações consideradas abusivas por influenciadores digitais. Segundo a advogada Vanessa Souza, especialista em crimes de tecnologia que representa a família, perfis nas redes sociais — incluindo o da filha do empresário — foram inundados com alegações falsas e fotos de parentes publicadas sem consentimento.
Curiosamente, o pedido de investigação sobre as ameaças sofridas pela família foi feito pouco antes da nova prisão de Vorcaro, ocorrida em 4 de março na terceira fase da Operação Compliance Zero.
Nesta frente, o banqueiro enfrenta acusações pesadas que parecem espelhar o cenário de perseguição: a Polícia Federal o acusa de chefiar uma “milícia privada”. De acordo com as investigações, esse grupo seria usado para:
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Monitorar e intimidar adversários e desafetos do empresário;
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Invadir sistemas de informática de órgãos de investigação para obter documentos sigilosos;
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Obstruir a Justiça em casos de corrupção e lavagem de dinheiro.
A complexidade do caso e os riscos envolvidos levaram o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, a determinar a transferência imediata de Vorcaro para a Penitenciária Federal de Brasília.
A mudança de presídio, ocorrida na última sexta-feira (6), foi um pedido da Polícia Federal para garantir a integridade física do banqueiro, que antes estava na Penitenciária II de Potim (SP). Vorcaro foi escoltado até o Aeroporto de São José dos Campos, de onde partiu em uma aeronave da PF para a capital federal.
Apesar das evidências apontadas pela PF sobre as fraudes bilionárias e o monitoramento de adversários, Daniel Vorcaro nega todas as acusações de corrupção e obstrução de Justiça. Seus advogados sustentam que as postagens e ameaças digitais contra a família são parte de uma campanha de humilhação pública.