CiĂȘncia e Tecnologia

Cientistas brasileiros apresentam tratamento que pode ser a cura do HIV

đŸ”„ Confira os Produtos Mais Vendidos desta Sexta-feira (17) no Mercado Livre

đŸ›ïž Ver Ofertas no Mercado Livre

đŸ”„ Confira os Produtos Mais Vendidos desta Sexta-feira (17) na Shopee

🧡 Ver Ofertas na Shopee

Cientistas da Universidade Federal de SĂŁo Paulo (Unifesp) fez o primeiro estudo, em escala global, para testar um supertratamento em indivĂ­duos cronicamente infectados pelo vĂ­rus da imunodeficiĂȘncia humana (HIV). A pesquisa estĂĄ sendo coordenada pelo infectologista Ricardo Sobhie Diaz.

A pesquisa Ă© cooredenada pelo infectologista Ricardo Sobhie Diaz, Ă© uma das referĂȘncias mundiais no assunto. Junto com sua equipe, ele vem trabalhando em duas frentes para a cura da doença. Uma delas usa medicamentos e substĂąncias que matam o vĂ­rus no momento da replicação e eliminam as cĂ©lulas em que o HIV fica adormecido (latĂȘncia); a outra desenvolve uma vacina que leva o sistema imunolĂłgico a reagir e eliminar as cĂ©lulas infectadas nas quais o fĂĄrmaco nĂŁo Ă© capaz de chegar.

O estudo foi realizado com 30 voluntĂĄrios com carga viral indetectĂĄvel, sob tratamento padrĂŁo, conforme o que Ă© atualmente preconizado: a combinação de trĂȘs tipos de antirretrovirais, mais conhecida como “coquetel”. Os voluntĂĄrios foram divididos em seis subgrupos, recebendo – cada um deles diferentes combinaçÔes de remĂ©dios, alĂ©m do prĂłprio “coquetel”.

Para os integrantes do subgrupo que apresentou os melhores resultados até o momento, foram administrados mais dois antirretrovirais: o dolutegravir, a droga mais forte atualmente disponível no mercado; e o maraviroc, substùncia que força o vírus, antes escondido, a aparecer. 

Eles tambĂ©m receberam duas substĂąncias que potencializam o efeito dos medicamentos: a nicotinamida – uma das duas formas da vitamina B3, que mostrou ser capaz de impedir que o HIV se escondesse nas cĂ©lulas; e a auranofina – um antirreumĂĄtico, que deixou de ser utilizado hĂĄ muitos anos para tratar a artrite e outras doenças reumatolĂłgicas. A auranofina revelou potencial para encontrar a cĂ©lula infectada e levĂĄ-la ao suicĂ­dio.

O infectologista explica que os testes in vitro, in vivo (em animais) e, agora, em humanos confirmam que a nicotinamida Ă© mais eficiente contra a latĂȘncia quando comparada ao potencial de dois medicamentos administrados para esse fim e testados conjuntamente.

Vacina 

Apesar da descoberta dessas substùncias (a nicotinamida e a auranofina) para a redução expressiva da carga viral, os pesquisadores concluíram que seria necessårio algo estratégico que ajudasse a imunidade do paciente contra o vírus. Dessa forma,  eles desenvolveram uma vacina de células dendríticas, que conseguiu ensinar o organismo do paciente a encontrar as células infectadas e destruir uma a uma, eliminando completamente o vírus HIV. A vacina de células é fabricada a partir de monócitos (células de defesa) e peptídeos (biomoléculas formadas pela ligação de dois ou mais aminoåcidos) do vírus do próprio paciente.

Uma vez apresentados, esses linfĂłcitos, que participam do controle de infecçÔes, aprendem a encontrar e matar o HIV presente em regiĂ”es do corpo – chamadas pelos especialistas de “santuĂĄrios” – aonde os antirretrovirais nĂŁo chegam ou, quando chegam, atuam de forma muito modesta, como cĂ©rebro, intestinos, ovĂĄrios e testĂ­culos. 

Os seis pacientes que fizeram parte do subgrupo que recebeu o supertratamento ainda aguardam os resultados finais da terceira dose da vacina. ApĂłs anĂĄlises de sangue e das biĂłpsias do intestino reto deste grupo vacinado  que os pesquisadores partirĂŁo para o desafio final: suspender todos os medicamentos de um deles e acompanhar como seu organismo irĂĄ reagir ao longo dos meses ou, atĂ© mesmo, dos anos”, conclui. “Caso o tempo nos mostre que o vĂ­rus nĂŁo voltou, aĂ­ sim, poderemos falar em cura”, afirma Ricardo Sobhie Diaz, segundo Ă  AgĂȘncia Unifesp.

Enquanto esses resultados nĂŁo forem concluĂ­dos, o infectologista deixa o alerta. “Apesar do avanço no tratamento e controle do HIV, a infecção por esse vĂ­rus ainda Ă© a pior notĂ­cia que podemos dar ao paciente em termos de doenças sexualmente transmissĂ­veis”, declara. “A pessoa com HIV, mesmo com carga viral indetectĂĄvel, passa por inĂșmeros processos inflamatĂłrios devido aos efeitos colaterais dos medicamentos.”

AlĂ©m disso, o uso de preservativos durante a relação sexual garante – segundo o coordenador – a proteção contra o HIV e outras doenças graves para quem nĂŁo tem o vĂ­rus e principalmente para quem jĂĄ o tem. “Atualmente, o Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos afirma que pessoas com carga viral indetectĂĄvel nĂŁo transmitem HIV. A falta de proteção pode, porĂ©m, acarretar ao indivĂ­duo com o vĂ­rus controlado a reinfecção por um tipo diferente de vĂ­rus HIV ou por outro mais resistente.”

Pode ser do seu interesse

CiĂȘncia e Tecnologia

đŸ”„ Confira os Produtos Mais Vendidos desta Sexta-feira (17) no Mercado Livre đŸ›ïž Ver Ofertas no Mercado Livre đŸ”„ Confira os Produtos Mais Vendidos...

CiĂȘncia e Tecnologia

đŸ”„ Confira os Produtos Mais Vendidos desta Sexta-feira (17) no Mercado Livre đŸ›ïž Ver Ofertas no Mercado Livre đŸ”„ Confira os Produtos Mais Vendidos...

Últimas Notícias

đŸ”„ Confira os Produtos Mais Vendidos desta Sexta-feira (17) no Mercado Livre đŸ›ïž Ver Ofertas no Mercado Livre đŸ”„ Confira os Produtos Mais Vendidos...

PolĂ­tica

đŸ”„ Confira os Produtos Mais Vendidos desta Sexta-feira (17) no Mercado Livre đŸ›ïž Ver Ofertas no Mercado Livre đŸ”„ Confira os Produtos Mais Vendidos...

© 2026 Todos os direitos reservados Gazeta Brasil.

Sair da versĂŁo mobile