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Mendonça divulga a íntegra da decisão que determinou a prisão de Daniel Vorcaro

Foto: Gustavo Moreno/STF

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça levantou o sigilo da decisão que levou à prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, na manhã desta quarta-feira (4), durante a terceira fase da Operação Compliance Zero. Leia aqui a íntegra da decisão

Além de Vorcaro, foram expedidos mandados de prisão contra Fabiano Campos Zettel, apontado como operador financeiro do grupo; Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, responsável por ações de monitoramento e intimidação; e Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado ligado ao mesmo núcleo.

Segundo a assessoria de Zettel, ele se apresentou à Polícia Federal. “Em que pese não ter tido acesso ao objeto das investigações, Fabiano está à inteira disposição das autoridades“, informaram.

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Estrutura do suposto esquema

De acordo com a investigação, os quatro teriam papéis centrais na organização. Vorcaro é apontado como líder; Zettel atuaria na operacionalização financeira; Mourão coordenaria atividades de espionagem e coleta de informações; e Marilson integraria o grupo informal “A Turma”, utilizado para monitorar pessoas e intimidar adversários.

“As investigações também apontam que o grupo criminoso mantinha estrutura de vigilância e coerção privada, denominada ‘A Turma’, destinada à obtenção ilegal de informações sigilosas e à intimidação de críticos do conglomerado financeiro”, destaca a decisão.

O documento revela que o grupo teria estruturado um modelo de captação agressiva de recursos por meio da emissão de CDBs com rentabilidade acima da média do mercado, direcionando os valores para operações de alto risco e ativos de baixa liquidez. A PF ainda aponta que integrantes da organização mantinham interlocução com servidores do Banco Central e utilizavam empresas e contratos simulados para viabilizar pagamentos e ocultar a origem dos recursos.

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Ameaças a jornalistas

A decisão cita ainda que Vorcaro teria emitido ordens de intimidação contra críticos, ex-funcionários e jornalistas:

“Ainda em relação a esse núcleo específico, identificou-se a emissão de ordens diretas de Daniel Vorcaro para que fossem praticados atos de intimidação de pessoas (dentre as quais, concorrentes empresariais, ex-empregados e jornalistas) que seriam vistas como prejudiciais aos interesses da organização, e com vistas à obstrução da Justiça. Quanto a esse último aspecto, foram identificados registros indicando que Daniel Bueno Vorcaro teve acesso prévio a informações relacionadas à realização de diligências investigativas, tendo realizado anotações e comunicações relativas a autoridades e procedimentos associados às investigações em andamento.”

Sobre Mourão, o documento afirma:

“Os elementos reunidos indicam que Luiz Phillipi exercia papel central na coordenação operacional de um grupo informal denominado ‘A Turma’, estrutura utilizada para realizar atividades de vigilância, coleta de informações e monitoramento de indivíduos considerados adversários do grupo. Nesse contexto, o investigado organizava e executava diligências destinadas à identificação, localização e acompanhamento de pessoas que mantinham relação com investigações ou com críticas às atividades do grupo econômico ligado ao Banco Master.”

Em um dos diálogos interceptados, Mourão diz a Vorcaro:

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“Bom dia. O Fabiano não mandou este mês e a turma está perguntando. Dá uma olhada com ele por favor. Obrigado.”

Em outra troca, sobre pagamentos, Mourão detalha:

“Ele [ao que tudo indica, seria Fabiano Zettel] manda o mensal e eu divido entre a turma. Mando pra eles. 400 divido entre 6. Os meninos mando 75 pra cada, o meu. O DCM e mais dois editores. É este o mensal. Ele manda 1 e quando você manda bônus eu divido entre os meninos e a turma.”

Quanto às ameaças ao jornalista Lauro Jardim, do O Globo, Vorcaro teria dito:

“Esse Lauro quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto.”

Mourão reagiu com dois símbolos de sinal positivo e escreveu:

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“Estamos em cima de todos os links negativos vamos derrubar todos e vamos soltar positivas.”

Ao ser questionado sobre a ação, Vorcaro confirma:

“Sim.”

Esta é a primeira determinação de prisão de André Mendonça no caso envolvendo o Banco Master. O ministro assumiu a relatoria do processo em 12 de fevereiro, após o ministro Dias Toffoli deixar o caso.

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