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Um novo estudo internacional indica que o comportamento conhecido como “golpe do baú” — tradicionalmente associado às mulheres — também é comum entre homens. A pesquisa, conduzida pelo Behavioral and Social Sciences Institute, na Áustria, aponta que a busca por relacionamentos com foco em vantagens financeiras não se limita a um único gênero.
De acordo com os pesquisadores, o chamado “gold digging” envolve três características principais: interesse no dinheiro do parceiro, preferência por pessoas com maior poder aquisitivo e associação cultural frequente às mulheres. No entanto, os dados mostram que esse comportamento também está presente entre homens, contrariando estereótipos populares.
O estudo foi liderado pelo psicólogo Lennart Freyth e analisou 351 participantes, com média de 30 anos e diferentes orientações sexuais. Os voluntários responderam a perguntas que comparavam preferências entre parceiros ricos e parceiros emocionalmente comprometidos, além de avaliações sobre traços de personalidade como narcisismo, psicopatia e sadismo.
Os resultados indicam que homens com posicionamento político mais à esquerda e que não se identificam como heterossexuais apresentaram maiores índices desse comportamento. Entre as mulheres, aquelas não heterossexuais também registraram níveis mais altos em comparação às heterossexuais, enquanto mulheres de direita tiveram índices mais baixos.
Segundo os autores, o “gold digging” está associado a traços como narcisismo, psicopatia e expectativas elevadas em relacionamentos. O estudo também aponta que esse perfil tende a ser mais comum em grandes centros urbanos e entre pessoas mais jovens ou em fase de estudos.
Os pesquisadores alertam ainda para comportamentos considerados estratégicos, como a adoção de uma postura mais sensível e empática para atrair parceiros com maior poder financeiro. “Esses homens podem aumentar seu valor percebido ao se apresentarem como mais compreensivos e cuidadosos, o que reduz sinais de alerta”, afirmou Freyth.
Por fim, o estudo recomenda cautela ao avaliar relacionamentos, destacando que características como empatia e atenção nem sempre indicam intenções genuínas.