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A prévia da inflação oficial do Brasil acelerou em abril. O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) subiu 0,89% neste mês, segundo dados divulgados nesta terça-feira (28) pelo IBGE.
O resultado é bem superior ao registrado em março (0,44%) e também maior do que o de abril do ano passado (0,43%). É a maior taxa para meses de abril desde 2022, quando foi de 1,73%.
Com isso, a inflação acumulada nos últimos 12 meses chegou a 4,37%. O número encosta no teto da meta do governo, que é de 4,5%.
Alimentos e transportes puxaram a alta
Dois grupos foram os principais responsáveis pela disparada da inflação em abril: Alimentação e bebidas e Transportes. Juntos, eles responderam por cerca de 65% do resultado do mês.
🍽️ Alimentação e bebidas: +1,46%
O que mais pesou foi a alimentação dentro de casa, que acelerou de 1,10% em março para 1,77% em abril. Os vilões do mês foram:
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🥕 Cenoura: +25,43%
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🧅 Cebola: +16,54%
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🥛 Leite longa vida: +16,33%
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🍅 Tomate: +13,76%
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🥩 Carnes: +1,14%
Por outro lado, alguns itens ajudaram a aliviar o bolso:
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🍎 Maçã: -4,76%
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☕ Café moído: -1,58%
A alimentação fora de casa também ficou mais cara: lanches subiram 0,87% e refeições, 0,65%.
🚗 Transportes: +1,34%
O grande vilão do grupo foram os combustíveis. Depois de caírem 0,03% em março, dispararam 6,06% em abril:
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⛽ Gasolina: +6,23%
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🚛 Óleo diesel: +16%
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🌽 Etanol: +2,17%
Os economistas ouvidos pelo G1 associam a alta do petróleo aos efeitos do conflito no Oriente Médio.
Outros itens de transporte tiveram comportamentos mistos:
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✈️ Passagens aéreas: cairam 14,32% (após forte alta em março)
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🚌 Tarifa de ônibus urbano: subiu 0,44%
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🚕 Táxi: subiu 0,08%
Saúde e habitação também pesaram
🏥 Saúde e cuidados pessoais: +0,93%
O terceiro maior impacto veio da saúde, com destaque para:
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Produtos de higiene pessoal: +1,32%
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Medicamentos: +1,16% (após reajuste autorizado de até 3,81% a partir de 1º de abril)
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Plano de saúde: +0,49%
🏠 Habitação: +0,42%
A energia elétrica residencial subiu 0,68%, influenciada por reajustes nas tarifas de concessionárias, como no Rio de Janeiro (6,50% a partir de 15 de março).
Meta de inflação
O resultado de abril mantém a inflação acumulada em 12 meses (4,37%) dentro do teto da meta, que é de 4,5%. A meta central para 2026 é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
Apesar disso, o mercado já projeta que a inflação oficial (IPCA) fechará o ano em 4,86%, segundo o Boletim Focus, acima do teto da meta.
Variação por região
A maior alta em abril foi registrada em Belém (1,46%) , puxada pelo açaí (12,79%) e pela gasolina (9,33%). O menor resultado foi em Brasília (0,41%) , onde as passagens aéreas caíram 10,88%.