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Nesta quinta-feira (30), o Banco Central (BC) reavaliou sua projeção de inflação no cenário básico de 7,1% para 8,8% neste ano, de acordo com informações apresentadas no RTI (Relatório Trimestral de Inflação). No início, era prevista para a semana passada, a revelação dos dados do documento foi adiada em função da greve dos servidores da autoridade monetária.
Segundo o relatório trimestral divulgado hoje, a probabilidade da inflação ficar acima da meta em 2022 passou de 88% em março para 100%. Atualmente, a autarquia trabalha com a estimativa de que o índice feche o ano em 8,8%. Para 2023, a meta é de 3,25%, com piso em 1,75% e teto em 4,75%, e a probabilidade de ficar acima do teto subiu de 12% para 29%. A projeção do banco para o próximo ano é de que a inflação chegue a 4%, e em 2024 fique em 2,7%.
“Destaca-se o aumento da probabilidade de a inflação ficar acima do limite superior em 2022, que passou de 88% no relatório anterior para próximo de 100%”, diz o documento da instituição financeira.
“A inflação de preços livres vai se reduzindo ao longo do tempo na medida em que os efeitos da inércia vão se dissipando e os efeitos da trajetória da taxa de juros real utilizada acima da taxa neutra passam a predominar. Entre os preços administrados, destacam-se, como itens inflacionários para 2022, combustíveis, produtos farmacêuticos, plano de saúde, emplacamento e licença e taxa de água e esgoto”, diz o documento do Banco Central