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A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, afirmou nesta quarta-feira (2) que o governo brasileiro vê com “preocupação” o anúncio de um amplo plano tarifário pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A medida, que prevê uma taxa de 10% sobre produtos brasileiros importados pelos EUA, além de tarifas para outros países, gera apreensão quanto ao impacto na economia global.
“O governo ou o país que não vê essa questão com preocupação não entende ou não está entendendo o que está se passando na nova ordem mundial que os Estados Unidos querem implantar”, afirmou Tebet, durante evento do Banco Central. Segundo a ministra, as tarifas podem desencadear uma escalada inflacionária e retração econômica, com perdas de emprego em escala global.
Trump justificou as tarifas como uma medida de reciprocidade, alegando que os EUA estão apenas respondendo às taxas impostas por outros países sobre produtos americanos. A lista divulgada pelo governo americano inclui tarifas de 34% para a China e 20% para a União Europeia, além da taxa de 10% para o Brasil.
Tebet destacou que o Brasil possui uma economia diversificada e parcerias comerciais com diversos países, como China, países asiáticos, União Europeia e Argentina, o que pode ajudar a mitigar os impactos das tarifas americanas. Ela também mencionou a recente aprovação do projeto de lei da reciprocidade no Senado, que permite ao Brasil retaliar barreiras tarifárias impostas por outros países.
“Não temos respostas prontas. Ninguém tem essa resposta pronta e fazendo o dever de casa também interno, não só no nosso fiscal, mas com Estados e municípios dando a sua parcela de contribuição também no fiscal que, proporcionalmente, eles precisam muito mais de aperto hoje do que nós e os números estão aí, inclusive, apresentados pela mídia, conseguiremos passar por essa tempestade e sair dela melhor do que entramos”, disse a ministra.