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O dólar comercial registrou forte queda nesta quinta-feira (5), encerrando o dia cotado a R$ 5,5845, com recuo de 1,08%. Esse é o menor valor de fechamento desde 14 de outubro do ano passado. A divisa acumula perda de 2,36% nos primeiros quatro pregões de junho e já recua 9,64% em 2025.
A desvalorização da moeda norte-americana foi impulsionada por fatores externos, como novos sinais de desaceleração no mercado de trabalho dos Estados Unidos, o que reforça a expectativa de corte de juros pelo Federal Reserve ainda neste ano. Outro fator que contribuiu para o movimento foi a sinalização de um possível alívio nas tensões comerciais entre Estados Unidos e China, após conversa telefônica entre o presidente norte-americano, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping.
Nesse cenário, moedas de países emergentes e exportadores de commodities, como o real e o peso chileno, se destacaram entre as divisas mais líquidas do mundo. No mercado doméstico, também pesaram a expectativa de aumento da taxa Selic em 0,25 ponto percentual na próxima reunião do Copom e projeções fiscais que serão anunciadas no fim de semana.
Além disso, sondagens eleitorais que apontam enfraquecimento da base de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva têm elevado as apostas na vitória de um candidato mais alinhado com a austeridade fiscal em 2026, o que também reforça a valorização do real diante do dólar.
Apesar da melhora na cotação da moeda brasileira, a confirmação de que a agência S&P Global Ratings manteve o rating do Brasil em BB, com perspectiva estável, não impactou significativamente o câmbio. A Moody’s, na semana anterior, havia reduzido a perspectiva da nota brasileira de positiva para estável.
Ibovespa recua com queda em bancos e mau humor externo
Na contramão do dólar, o Ibovespa, principal índice da B3, fechou em queda de 0,56%, aos 136.236,37 pontos. Foi a segunda sessão consecutiva de baixa, puxada principalmente pela realização de lucros no setor bancário e pelo tom negativo das bolsas em Wall Street.
Apesar do desempenho geral fraco, as ações da Suzano (SUZB3) lideraram os ganhos do índice, com alta superior a 6%. A fabricante de papel anunciou a criação de uma joint venture com a multinacional Kimberly-Clark, na qual terá 51% de participação. O negócio, avaliado em US$ 3,4 bilhões, prevê a aquisição de 22 fábricas em 14 países, sendo US$ 1,7 bilhão pagos de imediato. Analistas consideraram a operação estratégica para a expansão global da companhia brasileira.
Na ponta oposta, as ações da Hapvida (HAPV3) registraram as maiores perdas do dia, pressionadas pela divulgação de dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A empresa perdeu 28 mil beneficiários, enquanto o mercado projetava um crescimento de 22 mil, frustrando as expectativas dos investidores.